O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões defendeu, em ato realizado em Belo Horizonte, a unificação da direita no estado e afirmou que a divisão do grupo político seria ‘estratégica e eleitoralmente equivocada’. Ao comentar a movimentação do senador Cleitinho Azevedo para disputar o governo, Simões foi direto: “Dividir a direita que vem governando Minas Gerais há anos é um erro” e reforçou que “não podemos ter cisão nesse momento”.
O vice-governador disse que mantém diálogo com lideranças da direita para consolidar um palanque único, incluindo o próprio Cleitinho. Segundo ele, a construção passa pelo apoio do governador Romeu Zema e por articulações com partidos aliados. “Tenho certeza que a indicação do governador e a construção com o PL e com Nikolas vai fazer com que a gente tenha uma unificação”, afirmou.
Palanque unificado
Ao comentar declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o cenário nacional, Simões afirmou que o contexto mineiro é diferente. “Eu acho que o importante é que Minas Gerais tenha um palanque unificado para que os candidatos possam frequentar.”
Ele relembrou que Bolsonaro já defendeu múltiplas candidaturas à Presidência como estratégia para ampliar as chances de segundo turno, mas destacou que, em Minas, o objetivo é outro.
Espaço para o PL
Sobre interpretações de que sua candidatura poderia enfraquecer o projeto nacional de Bolsonaro, Simões disse entender a preocupação inicial, mas negou qualquer movimento nesse sentido. “Eu entendo essa primeira preocupação, mas nós estamos desde o começo trabalhando uma chapa que contempla vários espectros da direita.”
Segundo ele, houve um pedido direto de Bolsonaro antes da prisão. “O presidente Bolsonaro me fez um pedido quatro meses atrás, dez dias antes de ser preso, para que ele pudesse indicar um senador na minha chapa.”
Simões afirmou que uma das vagas ao Senado já está definida: “É por isso que o único candidato ao Senado confirmado na minha chapa é o secretário Marcelo Aro. A outra vaga está reservada para que o PL possa fazer a indicação.”
O vice-governador reafirmou que trabalha para viabilizar uma candidatura única. “É possível conformar uma chapa em Minas Gerais única da direita”, concluiu.
