O Governo de Minas Gerais informou nesta segunda-feira (2/3) que acompanha de forma permanente a situação na Barragem de Lages, em Porteirinha, no Norte do estado, após o extravasamento do reservatório provocado pelo grande volume de chuvas que atingiu a região nos últimos dias. Segundo o Executivo estadual, desde os primeiros registros da ocorrência, medidas emergenciais foram adotadas para garantir a segurança da população.
Em nota, o Executivo estadual disse que as 42 famílias que vivem em áreas potencialmente afetadas foram previamente comunicadas e retiradas para locais seguros. O governo afirma que todas as providências necessárias foram tomadas de forma preventiva, priorizando a proteção da vida e a redução de riscos.
Atuam de maneira integrada equipes da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, da Polícia Militar, do Núcleo de Emergência Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e da Gerência de Segurança de Barragens do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Os trabalhos incluem monitoramento contínuo da estrutura, mapeamento de pontos críticos e avaliação técnica das condições de estabilidade da barragem.
Conforme o governo estadual, neste momento a situação é considerada controlada, mas segue sob atenção especial das equipes técnicas e operacionais, que permanecem em alerta.
Apoio federal
Nesse domingo (1º/3), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional confirmou o risco iminente de rompimento da barragem e informou que a portaria com o reconhecimento será publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Além disso, foram emitidos dois alertas de nível extremo com ordem de evacuação à população por meio da Defesa Civil.
Segundo atualização do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, há indícios de risco na estrutura, especialmente no vertedouro, que apresenta danos, e no talude, onde foram identificadas erosões e ravinas.
O município está autorizado a solicitar recursos federais para ações de assistência humanitária, incluindo atendimento a desabrigados e desalojados, além de intervenções emergenciais na barragem para mitigar o risco de rompimento. O Governo de Minas reforçou que todas as medidas preventivas e de resposta continuam em execução, com prioridade absoluta à segurança das comunidades e à mitigação de eventuais impactos ambientais.
