A ex–síndica do Edifício JK, em Belo Horizonte, morreu aos 78 anos, nessa sexta–feira (13/3). O velório de Maria Lima Das Graças ocorrerá neste sábado (14/3), às 13h, no Cemitério Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, região Norte da capital.
A advogada estava internada desde agosto do ano passado, no Hospital Felício Rocho, em BH, por causa de uma infecção. Para tratar, ela fazia uso de antibióticos regularmente.
Sindicância polêmica
Maria Lima foi síndica do Edifício JK por mais de 40 anos, e teve que se afastar do cargo por problemas de saúde. Sua administração foi cercada de polêmicas e chegou a parar na Justiça. Em 2024, o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) denunciou a gestão pela falta de conservação do condomínio, tombado como Patrimônio Cultural de Belo Horizonte.
“O MP ficou muito ansioso por essas melhorias que estão sendo feitas, só que não no ritmo que o promotor desejava. O promotor chegou a pedir o afastamento da síndica e o juiz negou, porque sabe das limitações do condomínio e que se tirasse a síndica, iria contra a coletividade que votou nela”, argumentou à época o advogado de defesa de Maria Lima.
Além dos problemas estruturais, o dia a dia dos moradores do edifício foi marcado por exigências no mínimo curiosas, como o pagamento do condomínio em dinheiro vivo e a proibição de circular com animais de estimação pelas áreas comuns do prédio.
