O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), minimizou a greve dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), deflagrada nesta terça-feira (17). Segundo o chefe do Executivo estadual, o movimento grevista tem motivações políticas por se tratar de um ano eleitoral. Ele pontuou, entretanto, que o Estado está concedendo o reajuste possível dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal e afirmou que paralisações “orquestradas por grupos de esquerda” buscam apenas ganhar protagonismo durante o período de campanhas.
“Todo ano eleitoral é isso. Em 2022, foi dessa maneira. Foi o ano que eu enfrentei mais transtornos. Me parece que os sindicatos, as associações, muito ligados à esquerda querem de certa maneira causar algum tumulto, ter algum protagonismo em ano eleitoral. Então, tô vendo com muita naturalidade, o estado vai respeitar a lei”, disse o governador. Já o vice Mateus Simões reforçou o posicionamento da gestão, garantindo que o reajuste é superior à inflação e que o governo trabalhará para que não haja prejuízo no atendimento à população.
Entenda o protesto
Os funcionários da Fhemig cruzaram os braços às 10h da manhã de ontem (17/3). A principal motivação da categoria é a insatisfação com o índice de reajuste salarial proposto pelo Governo de Minas. O projeto de lei, que ainda aguarda análise e votação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), portanto, prevê um aumento de 5,4% sobre o vencimento básico e o subsídio para os servidores efetivos e comissionados de todos os órgãos, autarquias e fundações do Poder Executivo.
Segundo a Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), entidade que representa os profissionais da fundação, o percentual oferecido não cobre a defasagem econômica da categoria. A associação afirma que a perda inflacionária acumulada pelos trabalhadores nos últimos anos chega a 12%.
