A morte de Val Kilmer em 2025 deixou uma lacuna no elenco do filme As Deep as the Grave, onde o ator interpretaria um padre. Devido a complicações severas de um câncer na garganta, Kilmer não conseguiu filmar suas cenas antes de falecer. Agora, a produção recorre à Inteligência Artificial para recriar digitalmente sua presença no longa, uma decisão que reacendeu o debate sobre os “atores digitais” em Hollywood.
Nesta semana, o Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-AFTRA) manifestou-se oficialmente sobre o caso. A entidade destacou que, desde que o consentimento da família tenha sido obtido e os critérios legais e contratuais sejam respeitados, a prática é permitida.
“A iniciativa, em princípio, é regular devido ao apoio dos familiares, mas reforça a necessidade de vigilância constante sobre os limites éticos do uso de IA no audiovisual”, pontuou o sindicato em nota.
A polêmica divide opiniões: enquanto defensores veem a tecnologia como uma forma de honrar o compromisso final do ator, críticos questionam a “humanidade” de uma performance gerada por algoritmos. O filme deve se tornar o principal case de uso ético da tecnologia para os próximos anos na indústria cinematográfica.
