Na noite de terça-feira, as telas da rede CBS, nos Estados Unidos, exibiram um marco histórico para a televisão que rapidamente se transformou em luto para os fãs de drama policial. O episódio 500 de NCIS entregou uma reviravolta drástica: a morte do Diretor Leon Vance, personagem interpretado pelo ator Rocky Carroll há 18 temporadas. O desfecho encerra um ciclo de quase duas décadas de comando na agência e redefine o futuro da produção.
A traição e o sacrifício final
O clímax do episódio 500 foi construído sobre uma armadilha psicológica. Enquanto a NCIS enfrentava uma ameaça de bomba que poderia destruir provas vitais, o Diretor Leon Vance mantinha-se na linha de frente para proteger o legado da agência. No entanto, o roteiro revelou que o explosivo era apenas uma distração para ocultar o verdadeiro perigo: um agente do CID do Exército que trabalhava infiltrado ao lado de Vance.
Este agente, envolvido em um esquema de contrabando, disparou contra o diretor à queima-roupa. Em um primeiro momento, a série entregou um alívio temporário ao mostrar que Vance sobreviveu ao impacto por estar usando um colete à prova de balas. Contudo, a cena seguinte revelou que o “milagre” não passou de um recurso narrativo para preparar a despedida emocional.
A confirmação da morte veio de forma simbólica. Em uma espécie de plano espiritual, Vance aparece conversando com um interrogador que se revela ser a versão jovem do Dr. “Ducky” Donald Mallard (Adam Campbell) — funcionando como uma representação da “Anjo da Morte”. É neste diálogo que o público compreende que o ferimento foi, de fato, fatal.
“Nunca é fácil dizer adeus a nenhum de nossos personagens”, afirmou Binder. “Mas queríamos honrar Rocky e seu legado na série da melhor forma possível — neste caso, fazendo-o entregar a própria vida para que sua agência pudesse sobreviver.”
O retorno de “Ducky” e o adeus simbólico
A narrativa utilizou um recurso visual para confundir o espectador: inicialmente, Vance aparece usando um colete à prova de balas e parece sobreviver ao atentado. Contudo, a realidade é revelada em um diálogo com um interrogador que, na verdade, é uma versão jovem do Dr. Donald “Ducky” Mallard (interpretado por Adam Campbell, de NCIS: Origins), atuando como uma figura de passagem para o pós-morte.
Steven D. Binder destacou que a escolha de trazer Campbell foi quase instantânea. “Não é preciso um motivo especial para trazer Adam Campbell de volta; o homem é uma estrela. Eu estava assistindo a um dos episódios de NCIS: Origins e, no momento em que vi o rosto de Adam, percebi o que a cena precisava ser”, revelou o produtor.
Bastidores da despedida
Rocky Carroll, que deu vida ao diretor firme e ponderado por 16 anos, afirmou que não contestou a decisão de encerrar a trajetória de seu personagem. Pelo contrário, o ator abraçou a ideia de um final grandioso para o marco de 500 episódios.
“Foi-me apresentado que o estúdio e a rede queriam fazer algo realmente espetacular, algo que realmente enviasse ondas de choque pela base de fãs e pela comunidade de NCIS”, relembrou Carroll. Sobre a conversa com o produtor, ele acrescentou: “No processo de salvar a agência, ele perde a vida. É uma ótima história”.
O futuro da agência sem sua liderança
Com a morte de Vance, a conspiração que tentava derrubar a NCIS foi desmantelada, revelando que o fechamento da agência foi baseado em dados falsificados por um oficial corrupto. A instituição foi restabelecida e a equipe retornou ao trabalho, incluindo Alden Parker (Gary Cole), que abandonou sua breve aposentadoria.
Apesar da vitória política, o clima entre os personagens é de luto. “A equipe estará sofrendo, é claro”, pontuou Binder. “Vance morreu para proteger a todos eles. E eles vão honrar isso continuando sua missão de proteger e salvaguardar o país”.
Serviço: No Brasil, a série NCIS é transmitida pelo canal por assinatura AXN e está disponível no catálogo do serviço de streaming Paramount+. O episódio 500 ainda não tem data confirmada para estreia em território nacional.
