O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, confirmou que vai deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no início de abril para se dedicar à disputa eleitoral. A saída deve ocorrer no dia 2 de abril, antecipando o prazo legal de desincompatibilização, que termina no dia 4.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27/3), durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, que discutiu o acordo entre Mercosul e União Europeia. O encontro acabou marcado por um clima de despedida.
Em seu discurso, Alckmin ressaltou avanços nas negociações internacionais e apontou oportunidades para a indústria brasileira com a possível entrada em vigor do acordo com a União Europeia, prevista para maio. Ele citou ganhos nos setores farmacêutico, automotivo e de aviação, além de destacar a transição digital e ecológica.
Futuro político em aberto
Alckmin já sinalizou preferência por disputar a reeleição como vice-presidente, mas também é cotado para concorrer ao Senado por São Paulo. Nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende que ele dispute uma vaga na Casa.
Questionado sobre o próximo passo político, o vice evitou cravar uma decisão e indicou que o cenário ainda está em construção. A definição deve ocorrer nos próximos dias, antes do prazo final para deixar o cargo.
