Cotado para disputar o governo de Minas Gerais, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, anunciou nesta terça-feira (31/3) que deixará o comando da entidade para ingressar na política partidária. Ao justificar a decisão, o dirigente afirmou que o movimento não se trata de um projeto de poder, mas de uma vontade de contribuir ativamente nas próximas eleições.
Durante o pronunciamento, Roscoe explicou que protocolou o pedido de afastamento da vice-presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além disso, ele informou que entregará a renúncia do comando da Fiemg em dois dias. Consequentemente, o movimento atende aos prazos da legislação eleitoral para que ele se torne apto a concorrer no pleito.
O dirigente ressaltou que, até o momento, não há uma definição sobre qual cargo irá disputar, tratando a decisão como parte de um projeto coletivo. Dessa forma, a oficialização de sua entrada na política ocorre com a filiação ao Partido Liberal (PL), agendada para o fim da tarde de hoje, na sede da sigla na capital federal. O evento deve contar com a presença do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto e do deputado Nikolas Ferreira.
Cenário eleitoral em Minas Gerais
A movimentação de Roscoe acontece em um momento de indefinição do partido no estado e de divisão da direita. Atualmente, o grupo político lida com as possíveis candidaturas do atual governador Mateus Simões (PSD) e do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). O nome de Roscoe ganhou espaço para a disputa ao Executivo mineiro após Nikolas Ferreira sinalizar que vai buscar a reeleição na Câmara dos Deputados. Além disso, ele Flávio também é cotado para concorrer ao Senado Federal.
Empresário do setor têxtil, Flávio Roscoe ocupa a presidência da entidade industrial desde 2018. Durante sua gestão, ele atuou como interlocutor do setor produtivo junto ao ex-governador Romeu Zema (Novo), com foco em pautas de ajuste fiscal e ambiente de negócios. Por outro lado, o empresário não possui trajetória eleitoral prévia, marcando sua estreia direta nas urnas.
Por fim, o perfil público do novo filiado do PL também envolve posicionamentos recentes de repercussão. No ano passado, Roscoe declarou em entrevista que ‘idiota é quem trabalha com carteira assinada’, relacionando programas de transferência de renda à falta de mão de obra. Sob sua liderança, a Fiemg também atuou no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a suspensão da rede social X no Brasil em 2024. Na ocasião, a entidade alegou que o bloqueio causava impactos nas operações das empresas.
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