O senador Rodrigo Pacheco oficializou, nesta quarta-feira (1º/4), sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), após deixar o PSD. Sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais, no entanto, ainda não foi definida.
“O PSB estará participando dessa discussão para encontrarmos para Minas Gerais um caminho de progresso, desenvolvimento, valorização de servidores e rompimento da lógica de sucateamento da máquina pública existente hoje no Estado. Esse compromisso político o PSB tem obrigação de assumir”, afirmou Pacheco na solenidade, sem cravar a candidatura.
Durante o evento, o presidente nacional do partido, João Campos, destacou que o senador terá autonomia para conduzir as articulações em Minas. Segundo ele, a construção das alianças ocorrerá “de forma natural”, respeitando o tempo político e a liderança de Pacheco, em diálogo com as direções estadual e nacional.
Campos também elogiou a trajetória de Pacheco, ressaltando sua atuação em defesa das instituições e afirmando que ele poderá contribuir para “um novo capítulo da política brasileira”.
A filiação reforça o protagonismo do PSB em Minas e ocorre em meio às movimentações para a disputa estadual de 2026. Nos bastidores, a legenda é apontada como possível eixo de aliança com o PT, com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora a composição ainda dependa de negociações.
No mesmo evento, João Campos confirmou que deixará a Prefeitura do Recife nesta quinta-feira (2/4) para se dedicar à disputa pelo governo de Pernambuco. Ele também elogiou a decisão de Lula de manter Geraldo Alckmin como vice em uma eventual reeleição, classificando o gesto como importante para a estabilidade política.
