O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nesta terça-feira (7/4) e afirmou que “uma civilização inteira vai morrer esta noite” caso não seja alcançado um acordo para encerrar o conflito entre os dois países. A declaração foi feita em publicação na rede Truth Social, em meio ao aumento da tensão militar e diplomática na região.
No texto, Trump reagiu à rejeição iraniana a propostas intermediárias de cessar-fogo e classificou o momento como decisivo. “Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai”, escreveu. Em outro trecho, sugeriu que uma eventual mudança de regime no país poderia abrir caminho para um cenário “revolucionariamente maravilhoso”, indicando expectativa de transformação política em Teerã.
O impasse ocorre enquanto mediadores internacionais tentam costurar uma saída diplomática. Um plano apresentado pelo Paquistão prevê um cessar-fogo em duas etapas: interrupção imediata das hostilidades e reabertura do Estreito de Ormuz, seguida por negociações para um acordo definitivo. A rota é considerada estratégica por concentrar cerca de 20% do fluxo global de petróleo.
Apesar dos esforços, o governo iraniano rejeitou a proposta inicial. Autoridades em Teerã classificaram os termos como “ilógicos” e “excessivos”, afirmando que não aceitarão condições impostas sob pressão. O país indicou que apresentará uma contraproposta por meio dos mediadores, incluindo exigências como o fim permanente das hostilidades.
Enquanto as negociações avançam com dificuldade, o cenário no terreno segue se deteriorando. Bombardeios recentes atingiram diferentes regiões do Irã, com registros de destruição em áreas de Teerã. O número de mortos no país já chega a pelo menos 787, segundo levantamentos mais recentes, em meio à escalada militar que também deixou vítimas em Israel.
O prazo estipulado por Trump para um acordo, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, se aproxima do fim, aumentando a pressão por uma solução imediata. Ainda assim, diante das posições divergentes, um desfecho diplomático no curto prazo é considerado improvável.
