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Itália aprova licença remunerada para cuidar de pet doente; entenda como funciona

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(foto: freepik)

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Imagine receber uma ligação do veterinário informando que seu cachorro precisa de cirurgia de emergência — e saber que, para acompanhá-lo, você teria que abrir mão do seu salário. Esse dilema, real para milhões de tutores ao redor do mundo, acaba de ganhar uma resposta legal na Itália: o país aprovou uma legislação que garante até três dias de licença remunerada por ano para trabalhadores que precisem cuidar de animais de estimação doentes.

Como funciona a lei

A norma estabelece critérios objetivos para que o benefício seja acessado. O animal precisa estar identificado por microchip, e o tutor deve apresentar um certificado veterinário digital atestando a necessidade de cuidados. Só então o afastamento é autorizado, sem desconto em folha.

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Os requisitos foram pensados para evitar abusos e dar ao benefício um caráter formal, semelhante ao que já existe para licenças médicas convencionais. Para quem tem pet, o processo fica assim:

  • Cadastro do animal com microchip ativo
  • Consulta veterinária com emissão de laudo digital
  • Solicitação da licença ao empregador com o documento em mãos
  • Até 3 dias de afastamento remunerado por ano

O caso que abriu o caminho

A legislação não surgiu do nada. Em 2017, uma professora da Universidade de Roma entrou na Justiça após se ausentar do trabalho para cuidar de seu cão doente e ser penalizada por isso. Com apoio da Liga Anti-Vivissecção (LAV), ela baseou sua defesa em leis italianas que criminalizam o abandono de animais em sofrimento — e ganhou.

A decisão judicial criou um precedente poderoso. A professora não só manteve seu salário como abriu uma brecha que, anos depois, se transformou em política pública.

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Além do bolso: o impacto emocional

Para especialistas em bem-estar animal e saúde mental, a medida vai além da proteção financeira. Estar presente em momentos críticos da vida de um animal de estimação tem impacto direto na saúde emocional do tutor — e a lei reconhece isso oficialmente.

A crítica mais comum à proposta é o limite de três dias, considerado insuficiente em casos de doenças crônicas ou recuperações longas. Ainda assim, o modelo italiano começa a ser citado como referência internacional em debates sobre direitos dos animais e políticas trabalhistas.

Um novo referencial global

Países como Espanha e Portugal já avançaram em legislações de proteção animal, mas nenhum havia formalizado o direito à licença trabalhista nesse contexto. A iniciativa italiana coloca o tema na agenda de governos e organizações ao redor do mundo — inclusive no Brasil, onde o debate sobre guarda responsável e direitos dos pets ganhou força nos últimos anos.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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