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Indústria mineira quer aproveitar até 100% do cacau e transformar “resíduo” em produto nobre

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Indústria mineira quer aproveitar até 100% do cacau e transformar “resíduo” em produto nobre

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A maior parte do cacau ainda é descartada pela indústria, mesmo com alto valor nutricional. Hoje, apenas entre 6% e 10% do fruto é aproveitado — basicamente a amêndoa, usada na produção de chocolate. Uma parceria entre a indústria mineira Fralía Cacau e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, quer mudar esse cenário e ampliar o uso do fruto.

A proposta é simples: transformar partes hoje tratadas como resíduo em novos produtos para o mercado alimentício.

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Segundo o CEO da Fralía Cacau e presidente do Conselho de Tecnologia e Inovação da FIEMG, Matheus Pedrosa dos Reis, o cacau é muito mais do que a base do chocolate — e ainda é subaproveitado. “Hoje, a indústria processa apenas de 6% a 10% do fruto do cacau, que é a amêndoa. Só que as funcionalidades do cacau vão muito além disso. A gente tem pesquisado e descoberto que outras partes, muito nutritivas, estão sendo descartadas e podem ser aproveitadas”, afirma.

Entre essas partes estão o mel de cacau, a sibira — uma espécie de placenta do fruto — e as fibras que envolvem a amêndoa. Alguns desses itens já começam a ganhar espaço no mercado, mas ainda enfrentam desafios, principalmente ligados ao processamento e à conservação.

“A indústria vem tentando formas de aproveitar melhor esses componentes. São produtos com alto valor nutricional, mas que exigem tecnologia para manter qualidade e viabilidade comercial”, explica.

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A parceria com o CNPEM entra justamente nesse ponto. O centro de pesquisa abriga um dos principais aceleradores de partículas do mundo e desenvolve estudos de ponta, inclusive na área de fibras alimentares.

A ideia é melhorar características desses novos produtos, como solubilidade e digestibilidade, ampliando o uso na indústria de alimentos e também no mercado de suplementos.

“O que a gente quer é tornar esse produto ainda melhor, mais fácil de consumir e com mais benefícios para a saúde. Hoje, inclusive, já existe uma mudança global na pirâmide alimentar, com maior valorização das fibras”, diz Pedrosa.

A expectativa é que o avanço tecnológico transforme o que hoje é descartado em um novo segmento dentro da cadeia do cacau. “Esse produto pode sair da conotação de resíduo para virar um produto nobre”, resume.

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Além do impacto nutricional, a mudança também pode mexer com a economia do setor. No Brasil, há um descompasso entre os produtos gerados a partir do cacau: o mercado consome mais pó de cacau do que manteiga, o que pressiona a indústria.

Com novos usos para o fruto, a tendência é equilibrar melhor essa equação e aumentar a competitividade. “Esses novos produtos, com maior teor de fibra, podem ser até mais indicados para algumas aplicações. E isso ajuda a indústria a manter preços e escalar a produção”, afirma.

Hoje, o cacau já vai além do chocolate e está presente em diversos segmentos, como biscoitos, sorvetes, lácteos e suplementos. A aposta agora é ampliar ainda mais esse alcance — aproveitando, de fato, todo o potencial do fruto.

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Ana Paula Motta

Produtora e repórter da 98 News. Ana Paula Motta é jornalista multimídia formada pelo Centro Universitário Una, com mais de uma década de experiência. Atua há três anos como jornalista na Federação das Indústrias de Minas Gerais. Tem passagem por áreas como moda, cultura, música e comunicação corporativa.

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