O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um aporte extra de R$ 20 bilhões do Fundo Social para reforçar o programa Minha Casa, Minha Vida. Dessa forma, a nova medida econômica do governo federal eleva o orçamento total destinado à área de habitação para a marca histórica de R$ 200 bilhões no ano de 2026.
“Fazer casa para nós é uma obrigação. Eu já morei em casa que bateu 1,5 metro de água dentro. Então, casa para mim é quase que uma coisa de direito humano e está na Constituição. Nós prometemos duas, vamos chegar a 3 milhões de casas contratadas até o final deste ano e melhorar a renda das pessoas”, afirmou Lula.
A estratégia do Planalto busca melhorar as avaliações no ano eleitoral e focar na ampliação do atendimento da Faixa 3, que engloba famílias com renda de até R$ 9.600. Consequentemente, a gestão estabeleceu a meta de entregar 850 mil novas unidades habitacionais apenas neste ano para atingir o volume global prometido pelo Executivo.
Novas regras para reformas
Além disso, o governo modificou as diretrizes do programa Reforma Casa Brasil para facilitar o acesso da população ao crédito. As taxas de juros para obras de melhoria caíram para 0,99% ao ano, enquanto o teto do financiamento liberado aos beneficiários saltou de R$ 30 mil para R$ 50 mil.
A atualização das regras também garantiu a expansão da faixa de renda do público-alvo contemplado pela iniciativa. Portanto, as famílias que ganham até R$ 13 mil mensais poderão solicitar os recursos federais para reformar os seus imóveis, superando o limite anterior que restringia o programa aos vencimentos de até R$ 9,6 mil. Por fim, o ministério responsável informou que o déficit habitacional no país atingiu o menor patamar de toda a história do levantamento, caindo para a marca de 7,4% da população.
