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Homens da Geração Z são mais conservadores que seus avós sobre o papel da mulher, revela pesquisa global

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Pesquisa Ipsos em 29 países mostra que 31% dos homens Gen Z acham que a mulher deve obedecer ao marido (foto: Freepik)

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O que a geração mais conectada da história tem a dizer sobre o papel da mulher na sociedade? Uma pesquisa global divulgada pelo instituto Ipsos em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina do King’s College London traz uma resposta que contraria a narrativa do progresso contínuo: homens da Geração Z — nascidos entre meados dos anos 1990 e início dos anos 2010 — apresentam visões mais conservadoras sobre igualdade de gênero do que os baby boomers, a geração de seus avós. O levantamento ouviu cerca de 23 mil pessoas em 29 países e acende um alerta sobre o avanço — ou a falta dele — nas relações de gênero ao redor do mundo, incluindo o Brasil.

Os números que surpreendem: o que diz a pesquisa Ipsos sobre Geração Z e gênero?

Os dados são diretos. Entre os homens da Geração Z ouvidos pela pesquisa, 31% acreditam que a mulher deve sempre obedecer ao marido. Entre os baby boomers — homens com mais de 60 anos —, esse índice cai para 13%. A diferença de 18 pontos percentuais entre gerações inverte a lógica esperada de que sociedades evoluem progressivamente em direção à igualdade.

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O padrão se repete quando o assunto é quem deve tomar as decisões dentro do relacionamento. Enquanto 33% dos homens gen Z defendem que o homem deve ter a palavra final em decisões importantes do casal, apenas 17% dos baby boomers compartilham dessa visão.

Por que homens jovens valorizam menos a independência feminina?

Além do debate sobre obediência e poder de decisão, o estudo trouxe outro dado que merece atenção: 24% de todos os entrevistados — independentemente da geração ou do gênero — afirmaram que mulheres não devem parecer muito independentes. Para uma parcela significativa da população global, a autonomia feminina ainda é percebida como algo a ser contido, não celebrado.

Os pesquisadores apontam que esse fenômeno está diretamente ligado ao consumo de conteúdo digital por homens jovens — especialmente em plataformas como YouTube e TikTok, onde figuras do chamado “masculinismo” constroem audiências massivas ao defender papéis de gênero tradicionais como resposta a um mundo em transformação acelerada.

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O racha dentro da própria Geração Z

Um dos achados mais reveladores da pesquisa do King’s College London é o crescente descompasso dentro da própria Geração Z. Enquanto homens jovens tendem a visões mais tradicionais sobre os papéis de gênero, mulheres da mesma geração valorizam cada vez mais autonomia e independência financeira. O resultado é um fosso de expectativas que pode impactar diretamente as dinâmicas afetivas, profissionais e políticas nos próximos anos.

Esse desalinhamento não é apenas cultural — ele é mensurável. E, segundo o estudo, representa um risco concreto para o avanço das políticas de igualdade, que dependem do engajamento coletivo para prosperar.

O progresso rumo à igualdade de gênero não é garantido

A conclusão do relatório é direta: as atitudes em relação à igualdade de gênero não apenas estagnaram em determinados grupos — elas regrediram. Para os pesquisadores do Instituto Global de Liderança Feminina do King’s College London, os dados servem como alerta de que avanço social não é automático nem irreversível. Pode recuar. E, quando recua entre os mais jovens, o sinal é ainda mais preocupante.

A pesquisa reforça que combater essa regressão exige mais do que leis e políticas públicas: exige uma transformação cultural ativa, especialmente nos espaços digitais onde as identidades masculinas jovens estão sendo moldadas hoje.

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Perguntas frequentes sobre a pesquisa Ipsos e Geração Z

O que é a Geração Z? A Geração Z é formada por pessoas nascidas aproximadamente entre 1995 e 2010. São os primeiros nativos digitais, cresceram com smartphones e redes sociais e hoje representam uma fatia crescente do mercado de trabalho e do eleitorado global.

Qual foi a metodologia da pesquisa Ipsos sobre igualdade de gênero? O levantamento foi conduzido pelo instituto Ipsos em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina do King’s College London. Foram entrevistadas cerca de 23 mil pessoas em 29 países, de diferentes gerações e contextos socioculturais.

O que são baby boomers? Baby boomers são pessoas nascidas entre 1946 e 1964, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Na pesquisa, representam a geração mais velha do estudo e, surpreendentemente, a que demonstrou visões mais igualitárias sobre gênero em comparação aos homens da Geração Z.

Por que os dados sobre Geração Z e gênero preocupam especialistas? Porque indicam que o progresso em direção à igualdade de gênero não é linear. Quando os jovens — especialmente os homens — adotam visões mais conservadoras do que gerações anteriores, isso sinaliza uma regressão cultural que pode se traduzir em retrocessos nas políticas de igualdade, nas relações afetivas e no mercado de trabalho.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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