As forças armadas dos Estados Unidos lançaram ataques contra alvos no Irã nesta terça-feira (9), após a queda de um helicóptero AH-64 Apache durante uma missão de patrulha próxima ao Estreito de Ormuz.
A ação foi confirmada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que classificou a operação como uma resposta “proporcional” à derrubada da aeronave. Segundo o comando militar americano, os ataques começaram por volta das 18h (horário de Brasília), por determinação do presidente Donald Trump.
“As forças dos Estados Unidos iniciaram ataques de autodefesa contra o Irã em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército americano”, informou o Centcom em comunicado divulgado nas redes sociais.
U.S. Central Command (CENTCOM) forces began launching self-defense strikes against Iran at 5 p.m. ET today at the Commander in Chief’s direction, in response to yesterday’s downing of a U.S. Army Apache helicopter. The mission is a proportional response to unjustified Iranian…
— U.S. Central Command (@CENTCOM) June 9, 2026
Trump havia prometido resposta
Mais cedo, Trump afirmou ter sido informado pelas Forças Armadas de que o Irã teria abatido um helicóptero Apache que realizava patrulhamento na região do Estreito de Ormuz.
Apesar da queda da aeronave, os dois pilotos foram resgatados sem ferimentos graves após uma operação conduzida por forças americanas.
“Mesmo assim, os Estados Unidos devem, necessariamente, responder a este ataque”, declarou o presidente norte-americano.
O resgate da tripulação contou com apoio de um drone da Marinha dos EUA e de equipes da Força Aérea, da Marinha e da 82ª Divisão Aerotransportada.
Explosões foram registradas no Irã
Após o anúncio da ofensiva americana, veículos de comunicação iranianos relataram explosões em diferentes pontos da província de Hormozgan, no sul do país.
As agências Mehr e Fars informaram que moradores ouviram fortes estrondos nas proximidades da cidade de Sirik e em outras áreas da região, embora as autoridades iranianas não tenham confirmado imediatamente a natureza dos incidentes.
Até o momento, os Estados Unidos não divulgaram detalhes sobre a extensão dos ataques nem sobre possíveis alvos atingidos.
Tensão cresce no Estreito de Ormuz
O episódio ocorre em meio ao agravamento da crise entre Washington e Teerã no Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Nos últimos meses, os Estados Unidos ampliaram a presença militar na região, utilizando helicópteros Apache, drones MQ-9 Reaper e caças F/A-18 e F-35 para patrulhamento e proteção das rotas marítimas.
Em resposta aos movimentos americanos, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que forças estrangeiras presentes na região correm risco constante de serem atingidas por incidentes ou confrontos.
Segundo ele, a melhor forma de reduzir as tensões seria a retirada das tropas estrangeiras das proximidades do território iraniano.
Investigação sobre queda do Apache continua
Antes dos ataques, o Centcom informou que havia aberto uma investigação para apurar as circunstâncias da queda do helicóptero.
Inicialmente, os militares americanos haviam comunicado apenas que a aeronave caiu no mar durante uma missão de patrulha na costa de Omã. Posteriormente, Trump atribuiu o episódio a uma ação iraniana.
O caso marcou a primeira perda de um helicóptero Apache pelos Estados Unidos desde o início do atual conflito com o Irã.