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‘Escravidão moderna desse século’, diz Reginaldo Lopes sobre escala 6×1 em CCJ na Câmara

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Reginaldo Lopes cita redução de afastamentos médicos e de custos previdenciários para defender o fim da escala 6x1 na CCJ da Câmara. (Foto: Reprodução/YouTube/Câmara dos Deputados)

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22), o parecer favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 no Brasil. O relatório, de autoria do deputado Paulo Azi (União-BA), recebeu o aval de forma simbólica e agora permite que a proposta avance para a análise de uma comissão especial. O texto propõe uma mudança na jornada constitucional para possibilitar modelos de escala mais reduzidos, como o 5×2.

Durante a sessão, o deputado mineiro Reginaldo Lopes (PT-MG), um dos autores da proposta original, defendeu a medida sob a ótica da produtividade e da modernização trabalhista. O parlamentar argumentou que a atual carga horária de 44 horas semanais, estabelecida há quase quatro décadas, já não condiz com os avanços tecnológicos atuais. Dessa forma, ele defendeu que a mudança trará segurança jurídica para todos os empreendedores, especialmente para os setores que atendem aos trabalhadores mais vulneráveis do mercado.

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“O Brasil tem 500 mil trabalhadores por ano afastados pela seguridade social por estresse emocional e mental. Quanto custa isso? O maior déficit público brasileiro é o previdenciário. Isto resolve parte do endividamento brasileiro, porque gera mais formalização”, afirmou Reginaldo Lopes ao justificar os impactos econômicos da proposta. Consequentemente, o autor defende que a redução da jornada é uma estratégia para diminuir o déficit nominal do país e auxiliar na redução estrutural das taxas de juros.

Produtividade no trabalho

Além disso, o parlamentar ressaltou que a inteligência artificial e a automação podem gerar ganhos de produtividade de até 20% na economia brasileira. Para Reginaldo, essa eficiência deve beneficiar também o trabalhador, permitindo que ele utilize o tempo livre para qualificação profissional e convivência familiar. O deputado, portanto, acredita que aqueles que trabalham menos horas conseguem entregar as obrigações operacionais com maior qualidade e foco.

Por fim, a matéria segue agora para a fase de comissão especial, onde serão debatidos os detalhes técnicos da transição e os possíveis impactos em cada setor produtivo. O autor da PEC reforçou que a medida não é uma apologia ao ócio, mas um projeto para humanizar o trabalho no século XXI e formalizar milhões de cidadãos que buscam melhores condições de vida. A aprovação na CCJ marca o primeiro passo institucional de um longo rito legislativo dentro do Congresso Nacional.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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