A influenciadora e coach Maíra Cardi preocupou seus seguidores neste domingo, 27 de abril de 2026, ao compartilhar nas redes sociais que sua filha mais nova, Eloah — de apenas 6 meses, fruto do relacionamento com Thiago Nigro — foi diagnosticada com bronquiolite durante uma viagem aos Estados Unidos. A famosa pediu orações e dividiu sua angústia por estar longe de casa, dos médicos de confiança e do Brasil.
“Venho pedir orações para Eloah, o exame positivou o vírus da bronquiolite! Estamos no hospital, longe da nossa casa e do nosso Brasil”, desabafou Maíra, que também relatou que a filha mais velha, Sophia Cardi Aguiar, de 7 anos, também estava doente durante a viagem.
O que é bronquiolite?
A bronquiolite é uma infecção viral respiratória aguda que afeta os bronquíolos — os menores tubos do pulmão responsáveis pela passagem do ar. É uma das doenças respiratórias mais comuns em bebês e crianças com menos de 2 anos de idade, sendo especialmente frequente nos meses de outono e inverno.
A doença é causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), embora outros vírus, como rinovírus, metapneumovírus e influenza, também possam desencadeá-la. O VSR é altamente contagioso e se espalha por gotículas respiratórias ou pelo contato com superfícies contaminadas.
Quais são os sintomas da bronquiolite?
Os sintomas da bronquiolite costumam evoluir de forma progressiva e podem incluir:
- Fase inicial (1 a 3 dias): coriza, espirros, febre baixa e tosse leve — semelhante a um resfriado comum.
- Fase de agravamento: tosse intensa, chiado no peito (sibilância), respiração acelerada e dificuldade para mamar ou se alimentar.
- Casos graves: falta de ar evidente, batimento das asas do nariz, retrações intercostais (afundamento entre as costelas ao respirar) e cianose (coloração azulada nos lábios ou pontas dos dedos).
Nos casos graves, a criança precisa de atendimento médico de emergência imediato.
Quais são os fatores de risco?
Alguns bebês e crianças têm maior risco de desenvolver a forma grave da bronquiolite:
- Bebês com menos de 3 meses de vida
- Prematuros
- Crianças com doenças cardíacas ou pulmonares congênitas
- Crianças com sistema imunológico comprometido
- Exposição ao tabagismo passivo
- Ambientes com aglomeração de pessoas durante o inverno
Como é feito o tratamento da bronquiolite?
Não existe um medicamento antiviral específico amplamente aprovado para o tratamento da bronquiolite. O tratamento é essencialmente de suporte e pode incluir:
- Hidratação adequada: oferecer líquidos frequentemente para evitar desidratação.
- Lavagem nasal com soro fisiológico: para desobstruir as vias aéreas.
- Manobras de higiene brônquica: técnicas realizadas por fisioterapeutas respiratórios para ajudar a eliminar secreções — exatamente como Maíra Cardi descreveu ter feito com Eloah.
- Oxigenoterapia: em casos de queda na saturação de oxigênio, é necessário suporte com oxigênio.
- Internação hospitalar: nos casos mais graves, especialmente em bebês pequenos, a hospitalização é indicada para monitoramento e suporte respiratório.
Antibióticos não são indicados, pois a bronquiolite tem origem viral — não bacteriana.
Bronquiolite tem cura?
Sim. Na grande maioria dos casos, a bronquiolite é autolimitada e a criança se recupera completamente em 1 a 2 semanas. A fase mais crítica geralmente ocorre entre o 3º e o 5º dia de doença. O prognóstico é bom, desde que a criança receba atendimento médico adequado e os sinais de alerta sejam reconhecidos a tempo.
Como prevenir a bronquiolite?
A prevenção da bronquiolite passa por medidas simples, mas eficazes:
- Lavar bem as mãos antes de manusear o bebê
- Evitar contato do bebê com pessoas doentes
- Não fumar perto da criança
- Manter ambientes ventilados
- Amamentação no peito, que fortalece o sistema imune do bebê
- Para bebês de alto risco, existe o anticorpo monoclonal palivizumabe, aplicado mensalmente durante o período de maior circulação do VSR, mediante indicação médica
Quando levar o bebê ao pronto-socorro?
Procure atendimento médico de imediato se o seu filho apresentar:
- Dificuldade evidente para respirar
- Recusa total para mamar ou se alimentar
- Lábios ou unhas arroxeados
- Sonolência excessiva ou irritabilidade intensa
- Febre alta persistente
Existe vacina ou imunizante contra a bronquiolite no Brasil?
Sim! E esta é uma informação muito importante que muitos pais ainda não conhecem. Desde fevereiro de 2026, o SUS (Sistema Único de Saúde) passou a oferecer gratuitamente o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — principal causador da bronquiolite. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde.
O que é o nirsevimabe e como ele funciona?
Diferente de uma vacina tradicional, o nirsevimabe é um anticorpo pronto — ou seja, ele age imediatamente após a aplicação, sem precisar que o organismo do bebê desenvolva resposta imunológica ao longo do tempo. Por isso, é especialmente eficaz para recém-nascidos e bebês pequenos, que ainda têm o sistema imune imaturo.
Quem pode receber o nirsevimabe pelo SUS?
O imunizante é destinado a dois grupos específicos:
- Recém-nascidos prematuros com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias
- Crianças de até 23 meses com comorbidades, incluindo: cardiopatia congênita, broncodisplasia pulmonar, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas
Existe vacina contra o VSR para gestantes?
Sim. Desde dezembro de 2025, o Ministério da Saúde também disponibilizou no SUS a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. Essa estratégia protege o bebê ainda durante a gravidez, por meio da transferência de anticorpos da mãe para o filho. Até fevereiro de 2026, mais de 425 mil doses já tinham sido aplicadas.
Com essas duas estratégias combinadas — nirsevimabe para bebês de risco e vacina para gestantes — o Brasil dá um passo importante na prevenção da bronquiolite grave. Se o seu bebê se enquadra nos grupos de risco, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para verificar a disponibilidade.
Perguntas frequentes sobre bronquiolite (FAQ)
Bronquiolite é contagiosa?
Sim. O vírus que causa a bronquiolite — principalmente o VSR — é altamente contagioso e se transmite pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas ou por superfícies contaminadas.
Bronquiolite pode virar asma?
Estudos apontam que crianças que tiveram bronquiolite grave nos primeiros anos de vida têm maior chance de desenvolver sibilância recorrente e asma na infância. No entanto, isso não significa que toda criança com bronquiolite terá asma.
Qual a diferença entre bronquiolite e bronquite?
A bronquiolite afeta os bronquíolos (tubos menores) e é mais comum em bebês. A bronquite afeta os brônquios (tubos maiores) e é mais frequente em crianças maiores e adultos. Ambas podem ser causadas por vírus, mas têm características clínicas e faixas etárias distintas.
Nebulização ajuda no tratamento da bronquiolite?
O uso de nebulização com broncodilatadores (como o salbutamol) é controverso e não é recomendado de rotina pelas principais diretrizes pediátricas, pois os estudos não demonstram benefício claro na bronquiolite. Seu uso deve ser avaliado individualmente pelo médico.
Bebê de 6 meses pode ter bronquiolite?
Sim. Bebês de até 2 anos são os mais suscetíveis, e quanto menor a criança, maior o risco de a doença evoluir de forma mais grave. O caso de Eloah, filha de Maíra Cardi e Thiago Nigro, diagnosticada aos 6 meses, é bastante comum nessa faixa etária.
