A partir de 26/5, a atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1) obriga todas as empresas brasileiras a gerenciar riscos psicossociais com o mesmo rigor aplicado a riscos físicos, exigindo o mapeamento de metas e jornadas para prevenir o adoecimento mental.
O impacto na saúde mental e o novo papel das empresas
Em entrevista à Rede 98, no Buenos Dias, nesta sexta-feira (24/4), a psicóloga Janaína Fideles destacou dados alarmantes: o Brasil registrou 546 mil afastamentos por transtornos mentais no ano passado, o maior número da história, ocupando o segundo lugar mundial em diagnósticos de Burnout. “Infelizmente, foi necessário que uma norma entrasse em vigor para que algumas organizações agissem. Com a possibilidade de multas, as lideranças precisarão observar o excesso de trabalho, a pressão psicológica e o assédio”, afirmou.
A especialista ressaltou que a atualização da norma traz uma responsabilização conjunta, deixando de associar o adoecimento mental a uma suposta “fragilidade” individual do trabalhador. Para a psicóloga, a mudança também afeta o caixa das empresas, já que o adoecimento gera prejuízos com afastamentos, substituições e processos trabalhistas.
Por fim, Fideles reforçou a importância de preparar os gestores, que frequentemente são o foco das queixas no ambiente corporativo. “Lideranças tóxicas ou despreparadas potencializam a pressão no trabalho. Empresas com líderes que respeitam limites possuem equipes que adoecem menos”, concluiu.
Assista essa entrevista abaixo:
*Estagiário sob supervisão do coordenador Roberth Costa
