A estridência e a eloquência despontam na corrida pelo governo de Minas Gerais. Ao menos para o momento, o impacto da presença em voz alta em redes sociais e histórico de declarações gera o recall esperado. Em suma: o que é visto é lembrado. É o que faz com que Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Alexandre Kalil (PDT) sejam os nomes mais mencionados na pesquisa estimulada do Genial/Quaest desta terça-feira. É preciso ponderar, mais de 85% dos eleitores não dá a menor importância para os nomes ou o processo eleitoral neste momento, o que não impede a política de ficar alvoroçada com os resultados.
Não é um cenário definitivo, mas insight que uma parte dos eleitores dá: fale alto que eu te escuto.
O alerta para a Cidade Administrativa
Algum alerta há de se acender para o vice-governador Mateus Simões, do PSD. Ainda que empatado com vários outros nomes pela margem de erro de três pontos percentuais e com a distância de alguns meses para o pleito, espera-se um efeito da máquina do governo indo ao interior. Se a avaliação do governo caminhou para uma piora em relação ao momento com Zema no governo, a transferência de votos de um para outro fica comprometida?
Por fim, há o cenário do candidato desejado por Lula. Rodrigo Pacheco ainda mantém um pé em cada canoa, mas conta com a benesse momentânea de ser o único nome ungido pelo petista em Minas se decidir pela candidatura. Mas, no meio de nomes que não parecem ter medo de gastar na verborragia ou na eloqüência, ele terá a mesma disposição de subir o tom do discurso?
Agora há mais perguntas do que certezas, mas alguns caminhos indicados podem ser boas trilhas sobre como o governo de Minas é percebido e o quanto há sentimento de mudança ou continuidade por vir na cabeça do eleitor.