O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) criticou a possibilidade de privatização da Copasa e questionou a condução do processo pelo governo de Minas.
A declaração foi feita durante o Congresso da Associação Mineira de Municípios, no Expominas.
Críticas ao modelo proposto
Kalil afirmou que o projeto é pouco claro e levanta dúvidas sobre a forma como a concessão estaria sendo estruturada. Segundo ele, há falta de explicações sobre pontos centrais, como contratos e participação de empresas privadas.
“Está muito mal explicado. Faz uma licitação bilionária para uma empresa privada e depois entrega para outra?”, questionou.
Questionamento sobre autonomia dos municípios
O ex-prefeito também destacou que cidades como Belo Horizonte têm papel central no sistema e deveriam participar diretamente das decisões.
Para Kalil, a água e os serviços de saneamento pertencem aos municípios, e não ao governo estadual.
“Água de Belo Horizonte não é do governo de Minas. É de Belo Horizonte. Como é que o governo está privatizando algo que não é dele?”, afirmou.
Peso das grandes cidades
Kalil ainda argumentou que a viabilidade da Copasa depende das grandes cidades mineiras, como Belo Horizonte e Contagem.
Segundo ele, sem esses contratos, a companhia perderia valor econômico.
“O que vale a Copasa sem Belo Horizonte e as grandes cidades? Nada”, disse.