O candidato ao governo de Minas Cleitinho Azevedo (Republicanos) defendeu a redução do custo de vida dos mineiros e uma estrutura mais enxuta do Estado durante o lançamento de sua candidatura neste domingo (23/8), em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Em discurso, o senador citou cobranças de IPVA, água e energia e afirmou que pretende priorizar saúde, segurança e educação em uma eventual gestão.
O evento também marcou o lançamento da candidatura de Luís Eduardo Falcão (Republicanos) a vice-governador e reuniu centenas de pessoas, além de prefeitos e lideranças de municípios da região.
“É reduzir o custo de vida de vocês. É saúde, segurança, educação. Isso é uma obrigação da administração pública”, afirmou Cleitinho.
Redução de custos
Durante o discurso, Cleitinho voltou a criticar os valores pagos pelos mineiros em impostos e serviços. O candidato citou especificamente o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e as contas de água e energia.
“É reduzir o custo de vida de vocês, que não dá para mais pagar o IPVA mais caro do Brasil, aonde vocês não têm estrada”, disse.
O senador também defendeu que os recursos arrecadados pelo Estado sejam direcionados prioritariamente para serviços públicos.
“Isso é pegar o dinheiro do orçamento e devolver na segurança, devolver na educação, devolver na saúde”, afirmou.
Cleitinho disse ainda que pretende montar o secretariado com nomes técnicos e reconheceu que dependerá de profissionais especializados para conduzir diferentes áreas da administração.
“Eu não sei tudo. […] O que cabe a mim é sentar na cadeira e defender o interesse do povo e não o meu interesse e o interesse de alguns”, declarou.
‘Tirar o Estado da mão de poucos’
Ao falar sobre a situação financeira de Minas, Cleitinho contestou o discurso de que a dívida estadual inviabilizaria a execução de políticas públicas. O candidato citou a capacidade econômica de Minas e atividades como a produção de café.
“O que a gente precisa fazer é tirar o Estado da mão de poucos e colocar o Estado na mão de todos”, afirmou.
Cleitinho também defendeu uma gestão voltada às demandas dos municípios e disse que, caso seja eleito, pretende manter diálogo com os 853 prefeitos mineiros, independentemente dos apoios recebidos durante a eleição.
Câmeras para agentes públicos
Cleitinho também comentou o uso de câmeras corporais por policiais. O candidato defendeu que qualquer medida nesse sentido seja discutida com as forças de segurança e argumentou que, se o equipamento for exigido dos policiais, a medida deveria alcançar outros agentes públicos que realizam fiscalizações e abordagens.
“Se para a polícia tem que ter por causa de abordagem, então para o fiscal do IMA tem que ter”, afirmou.
O candidato ampliou a defesa para integrantes da própria classe política. “Sou a favor de colocar em mim”, disse, ao citar também deputados, prefeitos e vereadores.
Doações eleitorais
Questionado sobre doações de campanha, Cleitinho afirmou que não pretende utilizar recursos do fundo eleitoral, mas diferenciou esse financiamento das doações privadas.
O senador disse que não considera possível responsabilizar um candidato simplesmente pela identidade de quem fez uma doação, mas afirmou que eventuais contribuições não poderão ser usadas posteriormente para cobrar vantagens de seu governo.
“Chegar depois da eleição e querer colocar a faca no meu pescoço […] porque ‘eu doei, quero isso’, vai para aquele lugar, porque eu vou fazer tudo que for correto para a população”, declarou.