O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (23/8) que o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, terá de se defender das investigações e poderá ser punido caso sejam comprovadas irregularidades. Em entrevista à Record, Lula disse que ninguém está acima da lei, defendeu a independência da Polícia Federal (PF) para investigar o caso e afirmou que não interfere em apurações envolvendo pessoas próximas ao governo.
“Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está acima da lei se cometer erro”, afirmou.
Ao comentar diretamente a situação de Lulinha, o presidente disse que o filho terá de apresentar sua defesa e que o resultado das investigações deve determinar se haverá ou não responsabilização.
“Meu filho sabe: se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, declarou.
Lula também afirmou que cabe ao governo garantir liberdade para o funcionamento das instituições, sem interferir no trabalho de investigadores. Sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o petista disse que não tenta impedir investigações nem ameaça integrantes do governo ou delegados responsáveis por apurações.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente”, disse.
O presidente acrescentou que, caso uma irregularidade tenha provocado prejuízo aos cofres públicos, os responsáveis deverão responder pelo dano.
“Se alguém cometeu erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar”, afirmou.
O que é investigado
Lulinha é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram suspeitas de tráfico de influência e uma possível atuação para facilitar o acesso da empresária Roberta Luchsinger ao governo federal.
Amiga do filho do presidente, Luchsinger é sócia de uma consultoria que tentou realizar negócios no Ministério da Saúde e em outros órgãos públicos. A Polícia Federal apontou Lulinha como possível beneficiário indireto da atuação da empresária.
As investigações também atingiram Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. A suspeita é de que ele tenha recebido vantagens inde