O candidato ao governo de Minas Gabriel Azevedo (MDB) criticou Patrus Ananias (PT) por não participar do debate da Record TV nesta segunda-feira (21/9). Em coletiva após o encontro, Gabriel afirmou que o petista havia indicado anteriormente que compareceria e acusou o adversário de desrespeitar os eleitores e a imprensa mineira.
“Salvo engano, foi numa entrevista para um dos veículos, na sexta-feira passada, que o candidato Patrus Ananias garantiu que estaria presente nesse debate. Ele mentiu. E quem promete e não cumpre não respeita o povo mineiro”, afirmou.
Gabriel também voltou a criticar as propostas de Patrus para a educação. Segundo o candidato do MDB, o petista afirmou em uma plenária com professores, no sábado (19/9), que pretende retomar o diálogo sobre a Escola Plural.
“Isso é assustador. Todo mundo sabe que, durante o governo de Patrus Ananias, enquanto prefeito, ele implementou um modelo em que não havia aprendizagem. Nós tivemos gerações sem saber ler, sem saber escrever. Quando ele fala que quer retomar isso, me assusta como professor que eu sou”, disse.
As afirmações sobre os resultados do modelo educacional são de Gabriel Azevedo durante a coletiva.
‘Só para ser um palanque’
Gabriel também afirmou acreditar que Patrus disputa o Governo de Minas apenas para servir de palanque eleitoral. O emedebista relacionou a avaliação às ausências do petista nos debates.
“Está evidente que o Patrus Ananias está nessa campanha só para ser um palanque. Ele nem queria ser candidato. E está muito claro o motivo pelo qual ele não participa dos debates”, declarou.
Na sequência, Gabriel voltou a criticar a ausência do adversário na Record.
“Um candidato que vira para um jornalista e afirma que vai estar no próximo debate e solta uma nota feita com o mais claro desrespeito ao jornalismo mineiro, não comparecendo à Record, não está respeitando a democracia”, afirmou.
O candidato do MDB ainda questionou a permanência de Patrus na política e disse defender uma renovação dos nomes que disputam cargos públicos.
“Eu queria entender do Patrus Ananias até quando ele pretende permanecer na política. Porque democracia também é trocar, é dar oportunidade para quem ainda não esteve lá.”
Críticas a Kalil
Alexandre Kalil (PDT), que também não participou do debate, foi outro alvo de Gabriel. O candidato do MDB criticou a passagem do ex-prefeito pela educação de Belo Horizonte e afirmou que indicadores da área teriam apresentado queda durante a administração de Kalil.
Gabriel não apresentou, durante esse trecho da coletiva, dados que sustentassem a comparação.
Ausências nos debates
Gabriel afirmou ter aceitado os sete convites que recebeu para participar de debates durante a campanha. Segundo ele, um encontro promovido por O Tempo foi cancelado porque apenas o emedebista participaria. O candidato disse ainda que esteve sozinho em debates da Jovem Pan e da TV Horizonte.
“Será que o povo mineiro vai acordar quando e perceber que essa ausência no debate é uma futura ausência na cadeira de governador?”, questionou.
Propostas
Ao iniciar a coletiva, Gabriel afirmou que trabalha na elaboração do plano de governo há mais de um ano e destacou propostas nas áreas de educação, saúde e segurança.
O candidato defendeu escolas focadas na aprendizagem, transparência nas filas hospitalares e a criação de um programa para ampliar a recuperação de celulares roubados por meio do uso de tecnologia.
“Eu sei que tem muita gente preocupada com o corte, com a treta e com a confusão, mas o que vai mudar a vida do povo mineiro é um conjunto de propostas sérias”, afirmou.