A Meta restringiu nesta sexta-feira (25/9) os anúncios da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook. A suspensão ocorreu a dez dias do primeiro turno das eleições de 2026. A campanha do candidato recorreu da decisão e pediu a retomada da veiculação.
A conta usada para os anúncios foi desabilitada temporariamente. Segundo informações divulgadas sobre o caso, o acesso voltou a funcionar ainda nesta sexta-feira. Até o momento, a Meta não apresentou publicamente a justificativa para a restrição.
Campanha contesta suspensão
A equipe de Lula acionou a empresa para questionar o bloqueio. A campanha afirma que não recebeu uma justificativa para a interrupção dos anúncios e aguarda uma resposta da plataforma.
A restrição ocorre durante a reta final do primeiro turno, período em que as campanhas intensificam a divulgação de conteúdo patrocinado nas redes sociais. A conta afetada impulsiona publicações relacionadas à candidatura de Lula.
A Meta é responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. A empresa mantém regras próprias para publicidade política e para o uso de anúncios durante períodos eleitorais.
O episódio também ocorre em meio às discussões sobre a atuação das plataformas digitais nas eleições brasileiras. A Justiça Eleitoral estabelece regras para propaganda na internet, enquanto as empresas responsáveis pelas redes sociais aplicam políticas próprias de publicidade e moderação.
Até a publicação desta reportagem, a Meta não havia informado o motivo específico da suspensão dos anúncios da campanha de Lula. A campanha, por sua vez, mantém o recurso apresentado à empresa para contestar a restrição.