O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a negar qualquer irregularidade em uma viagem de avião feita entre a Flórida e Brasília, em janeiro de 2025. Segundo ele, a aeronave pertencia ao advogado Willer Tomaz, que é descrito pelo candidato como um amigo próximo.
Flávio afirmou que a viagem ocorreu a convite de Tomaz e que a relação entre os dois é antiga. O candidato disse que as famílias mantêm convivência, com contato entre esposas e filhos. Para Flávio, a proximidade pessoal não pode ser usada para levantar suspeitas sobre a viagem.
A declaração foi dada nesta sexta-feira (25/9), no Rio de Janeiro, durante uma cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado. Ao ser questionado sobre Tomaz, Flávio afirmou que o advogado estaria sendo perseguido por sua proximidade com ele.
Contatos com Vorcaro
O candidato também negou que a viagem tivesse relação com Daniel Vorcaro. O ex-banqueiro foi citado pelos jornalistas durante a entrevista por causa das tentativas de contato feitas por Flávio nos dias anteriores à primeira prisão do empresário, em novembro de 2025.
Questionado sobre as ligações realizadas nos dias 13, 14, 15 e 16 de novembro, Flávio minimizou os contatos. Ele afirmou que queria falar com Vorcaro e rejeitou a associação entre a viagem com Tomaz e o ex-banqueiro.
Flávio também contestou possíveis acusações relacionadas à propriedade da aeronave. Segundo o candidato, o fato de ter viajado no avião não significa que Vorcaro fosse o proprietário. Ele reiterou que Tomaz era o dono da aeronave utilizada no deslocamento.
O candidato também fez acusações contra instituições públicas. Segundo Flávio, haveria um “aparelhamento” da máquina do Estado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele citou o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público, a Polícia Federal e a Defensoria Pública.
Durante a declaração, Flávio ainda afirmou que espera novas acusações durante o período eleitoral e chamou parte delas de “fake news”. O candidato disse que não considera irregular a relação pessoal com Tomaz nem a viagem realizada a convite do advogado.
