Minas Gerais registrou o terceiro maior volume de denúncias de propaganda eleitoral irregular no primeiro turno das eleições de 2026. Ao todo, o Estado contabilizou 6.035 queixas na Justiça Eleitoral, ficando atrás apenas de São Paulo e da Bahia. Além disso, os dados revelam um crescimento de 54,4% nas notificações em comparação com o mesmo período do pleito de 2022.
A maioria das irregularidades em território mineiro ocorreu em vias públicas, somando mais de 2,7 mil ocorrências. Dessa forma, a veiculação não autorizada nas ruas liderou o ranking local, seguida por infrações cometidas na internet e pelo uso indevido de bens públicos.
O cenário mineiro reflete a tendência de alta observada em todo o território nacional. Nesse sentido, o aplicativo Pardal recebeu mais de 67,1 mil relatos de irregularidades em todo o país durante a primeira etapa da votação. O número representa um salto de 73,3% em relação às eleições gerais anteriores.
Fiscalização no 2º turno
Mesmo após o fim da primeira etapa do pleito, o fluxo de notificações permanece ativo na plataforma. Por esse motivo, os eleitores mineiros registraram 176 novas ocorrências na semana seguinte à votação, com predomínio de queixas voltadas para atos irregulares na internet.
Desenvolvido pela Justiça Eleitoral, o aplicativo Pardal funciona como um canal gratuito para o cidadão fiscalizar as campanhas. Outro ponto central da ferramenta é a facilidade no envio de provas sobre uso indevido de som, panfletagem ilegal e abusos no ambiente digital.
Para formalizar o relato, o usuário precisa apenas realizar a autenticação por meio do aplicativo e-Título ou da conta Gov.br. Além do mais, o sistema exige a anexação de evidências concretas como fotos, vídeos ou áudios para comprovar a infração apontada.
Por fim, cada notificação enviada gera um número de protocolo para acompanhamento em tempo real. Assim, a demanda segue diretamente para análise dos juízes eleitorais e do Ministério Público Eleitoral de cada município.