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‘Não há prova’, Roberto Marinho contraria alegação de fraude de Flávio Bolsonaro

Por Igor Teixeira • Rede 98
28/10/2026 19:57 Atualizado há 2 horas
(Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (28/10) que não existem provas para sustentar a alegação de fraude eleitoral feita pelo candidato derrotado em uma carta divulgada após sua saída do Brasil. No documento, Flávio questionou o resultado do segundo turno e chegou a se declarar o verdadeiro presidente eleito, apesar da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Questionado por jornalistas se o Partido Liberal endossava a acusação, Marinho afirmou que a legenda não poderia sustentar a existência de fraude sem apresentar evidências.

“Não, o PL não pode fazer essa afirmação. Nem eu posso fazer essa afirmação porque não há prova nesse sentido”, declarou.

Coordenador atribui declaração a desabafo

A carta de Flávio Bolsonaro teve duas versões. Na primeira, o senador se apresentou como o verdadeiro presidente eleito. Posteriormente, o documento publicado em seu perfil oficial nas redes sociais passou a identificá-lo como líder político.

Marinho afirmou acreditar que houve um problema na elaboração da primeira versão.

“Eu acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta. O fato é que o que está lá no seu Twitter, que é a sua manifestação oficial, ele se autodenomina como líder”, explicou.

O coordenador da campanha também relacionou o conteúdo da carta ao impacto da derrota eleitoral.

Segundo ele, o resultado do segundo turno foi inesperado para os integrantes da campanha, e Flávio estaria abalado pelas circunstâncias que o levaram a deixar o Brasil acompanhado da família.

Marinho afirmou que a contestação do resultado pode representar um desabafo do senador.

“É evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu acabei de dizer, me foi perguntado se eu concordo que houve fraudes. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas”, reforçou.

PL mantém ações contra chapa de Lula e Alckmin

Apesar de não endossar a alegação de fraude eleitoral, Marinho afirmou que o PL manterá os questionamentos apresentados à Justiça Eleitoral contra a chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

O senador acusou o governo federal de abuso de poder econômico durante a campanha de reeleição e afirmou que a legenda apresentou mais de 20 ações relacionadas ao processo eleitoral.

“Nós não vamos abrir mão de nenhuma das ações que foram impetradas. São mais de 20 ações”, declarou.

Marinho também afirmou esperar que alguma das ações resulte na cassação da chapa presidencial.

Entre os pontos questionados pelo parlamentar estão medidas econômicas adotadas pelo governo federal durante o período eleitoral e o envio de comunicações a beneficiários de programas sociais.

As acusações apresentadas pelo PL dependem de análise da Justiça Eleitoral e não representam comprovação de irregularidades.

Marinho critica atuação do Supremo

O senador também questionou a atuação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma apuração sobre possível interferência estrangeira nas eleições.

Na avaliação de Marinho, o assunto deveria ser tratado pela Justiça Eleitoral.

O parlamentar afirmou que o partido teme possíveis consequências judiciais para seu funcionamento e acusou integrantes do Judiciário de interferirem em atribuições de outras instituições.

As críticas refletem a posição do senador e não constituem uma conclusão sobre a legalidade das decisões judiciais mencionadas.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.