O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (28) em que ironiza a chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos e seu plano de liderar a oposição brasileira a partir do exterior.
Renan questionou a decisão de Flávio de deixar o país e contestou a alegação de exílio político. Também comparou a iniciativa ao movimento do venezuelano Juan Guaidó, que se declarou presidente interino em oposição ao governo de Nicolás Maduro, mas ressaltou que o PL continua atuando normalmente no Brasil.
“Ele optou, não por lutar aqui. E é verdade, que ver, precisa ser dito, quando você acredita em algo, você luta na tua terra”, afirmou.
No vídeo, ele também questionou a relação de Flávio com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e levantou a hipótese de que interesses econômicos, como a exploração de terras raras brasileiras, influenciem as decisões de Washington.
“Trump não tem amigos, Trump tem parceiros de negócios e o lucro que interessa para ele pessoalmente, tá?”, declarou.
O presidente dos EUA já declarou que não irá se envolver na polêmica entorno da carta enviada pelo senador.
Apesar das críticas, o ex-candidato afirmou não considerar que a iniciativa represente uma ameaça à democracia brasileira. Ele, no entanto, condenou a estratégia de oposição a partir do exterior.
“Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD sendo feita lá dos Estados Unidos, para atender no fundo ao interesse americano aqui”, disse.
Renan disputou a Presidência pelo partido Missão e terminou o primeiro turno em quarto lugar, com 2.675.887 votos, equivalentes a 2,24% da votação.
Flávio Bolsonaro contesta resultado eleitoral
Em carta divulgada nas redes sociais, Flávio Bolsonaro contestou o resultado eleitoral, alegou fraude e afirmou que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. Na versão publicada em seu perfil oficial no X, o senador se definiu como “líder do Brasil”, expressão diferente da usada em uma versão anterior do documento, na qual se apresentava como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
