O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros pode ter impacto direto no cenário político nacional. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16/7) mostra que 42% dos brasileiros dizem que, diante das novas tarifas, sua intenção de voto hoje se aproxima mais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Outros 27% afirmam que se aproximam de Flávio Bolsonaro, enquanto 23% preferem outro candidato. Em relação ao levantamento anterior, Lula ganhou três pontos percentuais (de 39% para 42%), enquanto Flávio perdeu três (de 30% para 27%).

O levantamento também aponta que a maioria da população acredita que as novas tarifas terão efeitos negativos no cotidiano. Segundo a pesquisa, 63% afirmam que o tarifaço vai prejudicar a vida de suas famílias, enquanto 31% dizem que não haverá impacto e 6% não souberam responder.

Outro dado mostra que a imagem dos Estados Unidos se deteriorou entre os brasileiros. Hoje, 48% dizem ter uma opinião desfavorável sobre o país, contra 34% que manifestam uma visão favorável. Em outubro de 2023, o cenário era inverso: 56% tinham imagem positiva dos EUA e apenas 25% avaliavam o país de forma negativa.
A pesquisa também investigou a percepção dos brasileiros sobre a atuação do senador Flávio Bolsonaro no episódio. Ao serem questionados sobre qual versão consideram mais verdadeira, 51% disseram concordar com a narrativa apresentada por Lula, de que o senador teria pedido o tarifaço a Donald Trump.
Já 30% acreditam na versão de Flávio Bolsonaro, que nega a acusação e afirma ter solicitado ao governo norte-americano que não aplicasse as tarifas ao Brasil. Outros 19% não souberam ou preferiram não responder.
Em outra pergunta, 45% dos entrevistados concordaram com a explicação de Lula de que as tarifas seriam uma retaliação ao Pix. Já 31% concordaram com Flávio Bolsonaro, que atribui a medida às declarações de Lula contra os Estados Unidos.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.