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‘Rainha da cetamina’ é condenada a 15 anos de prisão por morte de Matthew Perry

Por

Larissa Reis

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Perry, que tinha 54 anos, foi encontrado morto na jacuzzi de sua casa, em Los Angeles (NBC/Divulgação)

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A Justiça da Califórnia condenou a traficante Jasveen Sangha, conhecida como “rainha da cetamina”, a 15 anos de prisão por fornecer a dose da droga que levou à morte do ator Matthew Perry. A sentença foi anunciada nessa quarta-feira (8/4), em um desdobramento do caso que ganhou repercussão internacional após a morte do artista, em outubro de 2023.

Perry, que tinha 54 anos, foi encontrado morto na jacuzzi de sua casa, em Los Angeles. A autópsia apontou níveis elevados de cetamina no organismo, substância que ele utilizava em tratamento supervisionado para depressão, mas da qual, segundo a Promotoria, teria desenvolvido dependência.

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De acordo com as investigações, Sangha, de 42 anos, atuava como fornecedora para uma clientela de alto padrão em Hollywood e se declarava “seletiva” quanto aos clientes. Ela se declarou culpada por diversas acusações, incluindo distribuição de drogas com resultado de morte ou lesão grave. A traficante é uma das cinco pessoas responsabilizadas pelo caso.

A rede de fornecimento envolvia intermediários e profissionais de saúde. O assistente pessoal do ator, Kenneth Iwamasa, admitiu ter aplicado doses da substância em Perry em várias ocasiões, inclusive no dia da morte, quando injetou ao menos três aplicações da droga adquirida por meio do esquema.

Segundo a Promotoria, Sangha trabalhou com o intermediário Erik Fleming para vender dezenas de frascos de cetamina ao assistente. Após a morte do ator, ela teria tentado apagar provas, pedindo que mensagens fossem deletadas.

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As investigações também revelaram a participação de médicos no esquema. O doutor Salvador Plasencia foi condenado anteriormente a 30 meses de prisão por distribuir a substância ao ator nas semanas que antecederam sua morte. Já o médico Mark Chavez recebeu pena de prisão domiciliar e prestação de serviços comunitários; ambos tiveram suas licenças médicas cassadas.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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