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Os chefs Yasmin Juliana e Sinval Espírito Santo falam sobre os desafios da profissão para os LGBTQIAPN+

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Orgulho, diversidade e talento à mesa: conheça os chefs LGBT+ que estão mudando a cara da gastronomia. (Foto: Felipe Varoni)

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 A conversa é sobre cozinha – mas não só sobre panelas e receita. A gente vai falar sobre representatividade, orgulho, liberdade e também sobre desafios. A gente recebe dois convidados incríveis, talentosíssimos da cozinha, que fazem parte da comunidade LGBTQIAPN+. Vai ter papo sério, mas também vai ter muita risada, memória afetiva e, claro, histórias que só acontecem numa cozinha!

Yasmin Juliana é Gastróloga, cozinheira e chefe de Cozinha no Baixaria. Apaixonada pela cozinha desde os 13 anos, bicampeã do Arraial de Belo Horizonte (2023 e 2024) e destaque no Festival Gastronômico Saboreie com Jabuticaba em Catas Altas, conquistando o 1º lugar em 2023 e o 2º lugar nos anos de 2024 e 2025.
Sinval Espírito Santo é Mestre em Cucina Italiana pelo ICIF, doutorando em História pela UFMG, professor de Gastronomia, membro da Accademia Della Cucina Italiana e da Frente da Gastronomia Mineira e Chefe da Tibo.

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Cozinha como abrigo, expressão e paixão

Para muitos profissionais LGBTQIAPN+, a cozinha foi o primeiro espaço de acolhimento – e também de fuga. Yasmin conta que foi cozinhando com a avó que percebeu o quanto a comida poderia ser uma forma de expressão. “Era como se, ali, eu pudesse ser quem eu era sem precisar explicar nada. Só sentir.” Sinval, por sua vez, revela que os primeiros passos na cozinha foram movidos por uma vontade de traduzir suas emoções em sabores. “A comida é linguagem. E é uma linguagem que todo mundo entende.”

Preconceito ainda é ingrediente amargo

Apesar do afeto e da paixão que cercam a profissão, nem tudo são flores – ou temperos doces. Yasmin relembra episódios em que se sentiu invisibilizada em cozinhas dominadas por homens cis e héteros. “Já ouvi piada, já fui colocada de lado mesmo sendo a responsável pelo prato principal da casa.” Sinval completa: “A gente se adapta, mas também se cansa. É exaustivo ter que provar o tempo todo que você é bom o suficiente só porque não corresponde ao padrão heteronormativo.”

Espaços de cura e resistência

Entre tantas experiências desafiadoras, ambos destacam que também encontraram cozinhas em que foram acolhidos de verdade. “No Baixaria, eu não preciso me esconder. Posso ser chef, mulher, preta, lésbica e feliz”, diz Yasmin. Sinval fala da importância de espaços coletivos e projetos que valorizam a diversidade. “É nesses lugares que a gente entende que existe um outro caminho possível, onde o respeito vem antes da hierarquia.”

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Avanços que aquecem o coração

Apesar das dificuldades, os dois reconhecem que muita coisa tem mudado. “Tem mais gente como a gente aparecendo, falando, ganhando prêmios, abrindo restaurantes”, celebra Yasmin. Sinval ressalta o papel da formação: “Os alunos estão mais atentos, mais críticos. A próxima geração de chefs já vem com outra mentalidade.”

E se a cozinha fosse uma drag?

Para fechar, uma brincadeira que revela muito da criatividade de quem vive entre panelas: se a cozinha fosse uma drag queen, qual seria o nome dela? “Seria ‘Mamma Temperada’”, brinca Sinval, rindo. “Ou talvez ‘Chefícia Apimentada’, com glitter de páprica e sombra de açafrão”, completa Yasmin.

E é assim, entre desafios, conquistas e muito orgulho, que esses chefs mostram que cozinhar é também um ato de coragem – e que toda cozinha deveria ser um espaço de liberdade.

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Felipe Varoni

Estudante de Publicidade e Propaganda na PUC Minas. Parte da equipe de produto da Rádio 98.

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