O Iron Biker Brasil, considerado a mais tradicional maratona de mountain bike da América Latina, atrai atletas de todo o país para disputas intensas nas trilhas mineiras. Criada em 1993, em Belo Horizonte, a competição fixou sede em Mariana e transformou o turismo esportivo e a economia da região histórica.
Em entrevista ao programa Buenos Dias, da Rádio 98, o organizador Lucas Fonda destacou o impacto do evento: “O turismo esportivo é um gerador de fluxo turístico real no mundo todo. Mariana é muito conhecida pelo turismo religioso, e o esporte trouxe um público novo. O evento se tornou o principal motor socioeconômico da cidade, ultrapassando o Carnaval”.
A disputa atrai 1.500 participantes divididos em duas categorias: o percurso completo, com 170 km somados em dois dias, e o reduzido, com 110 km acumulados para iniciantes. A programação na Praça Gomes Freire, em Mariana, conta com atrações culturais e largadas matinais no sábado e no domingo.
Além das competições, a prova desenvolve ações sociais com a comunidade local por meio do projeto Iron do Bem. “Cada atleta doa dois quilos de alimento na inscrição. Arrecadamos toneladas distribuídas nos distritos da cidade, além de recolhermos doações de capacetes, roupas e bicicletas para repassar às comunidades”, pontuou o organizador.
Bikes aspiradas x bicicletas elétricas
A chegada das bicicletas elétricas revolucionou a modalidade e trouxe novos adeptos para as trilhas. A entrada dessa nova tecnologia alterou a dinâmica das provas e abriu espaço para perfis diversos de praticantes, dividindo opiniões entre os ciclistas mais tradicionais e os entusiastas da inovação.
“A principal mudança dos últimos tempos foi a entrada das bicicletas elétricas. É como a transição do BlackBerry para o iPhone: no começo, criticavam, mas hoje democratizou o esporte. É polêmico, pois a turma da bike ‘aspirada’ defende o esforço puramente humano. A bike elétrica é quase um novo esporte, e quem experimenta dificilmente volta para a tradicional”, explicou Fonda.
