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Irmão de Lô Borges compartilha angústia dos últimos dias de vida do músico: ‘Dolorosa maratona’

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O texto, publicado nas redes sociais, descreve a dor da despedida (Reprodução/@telo_borges/Instagram)

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O compositor e músico Telo Borges, irmão de Lô Borges, compartilhou um relato comovente sobre os últimos dias de vida do artista, que morreu no dia 9 de novembro após 17 dias de internação. O texto, publicado nas redes sociais, descreve a dor da despedida.

“Pensa num barulho, um estrondo, um pancadão forte. Pensou? Multiplica por mil”, começa Telo, lembrando o momento em que recebeu, numa noite de domingo, a ligação do irmão Yé informando que Lô estava internado e entubado no CTI.

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A partir dali, segundo ele, iniciou-se “uma dolorosa maratona”. Foram 17 dias de visitas, orações e boletins médicos que alternavam esperança e preocupação. “Dias de pequenas vitórias, passos pra frente e outros tantos pra trás, súplicas, choros, orações, boletins cuidadosos pra família com otimismo, mas sempre nos preparando pra tudo”, escreveu.

O desfecho veio em outro domingo, quando Telo e o irmão chegaram ao hospital e perceberam que algo grave havia acontecido. “Ficamos observando pelo vidro o movimento lá dentro do CTI; o corre-corre… Chega uma das atendentes e diz que a psicóloga iria conversar com a gente. Minhas pernas bambearam, senti o coração batendo na boca”, recordou.

Em meio à angústia, ele saiu para caminhar e ligar para a filha, até que desabou em lágrimas. “Quando desliguei, abri a boca e chorei alto. Depois voltei pra conversar com os médicos. A coisa estava por um fio”, relembra.

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Mais tarde, ao retornar ao hospital, Telo percebeu que o irmão já não respirava por conta própria. “Orei… marquei de encontrar com ele na eternidade e fui pra casa”. Pouco tempo depois, recebeu a confirmação da morte de Lô Borges.

Mesmo abatido pela perda, o músico encerrou o relato reafirmando sua fé. “Hoje me sinto como um ferido numa batalha que foi perdida, mas eu sei em quem tenho crido. À Ele entrego o meu irmão, minha família, minha vida, o meu luto, a minha dor e a minha emoção”, declarou.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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