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System of a Down emociona fãs e faz história em turnê pelo Brasil

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Banda tem protagonizado momentos que reforçam seu compromisso com causas humanitárias (foto divulgação)

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Com uma mistura explosiva de som, consciência social e respeito ao público, o System of a Down está fazendo muito mais do que apenas uma série de shows em sua passagem pelo Brasil — está deixando uma marca que vai além do palco. Desde a primeira apresentação, no último dia 6, em Curitiba, a banda tem protagonizado momentos que reforçam seu compromisso com causas humanitárias e com cada fã presente nas multidões que os recebem.

No estádio Couto Pereira, a abertura da turnê ganhou contornos simbólicos quando o público acendeu luzes vermelhas, azuis e amarelas, formando um mosaico com as cores da bandeira da Armênia. A homenagem tocante exaltou a origem dos músicos e sua constante luta pelo reconhecimento do genocídio armênio. A manifestação visual, organizada pelo projeto Wake Up!, emocionou o grupo e foi celebrada publicamente pelos integrantes Shavo Odadjian e John Dolmayan nas redes sociais. “Vocês são tão lindos! Obrigado por uma recepção tão incrível que nunca esquecerei”, escreveu Odadjian ao compartilhar imagens do momento.

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O gesto, idealizado inicialmente para São Paulo, ganhou força e foi reproduzido também no Rio de Janeiro, onde a banda se apresentou nesta quinta-feira (8/5), no Estádio Nilton Santos. Mas antes mesmo das guitarras ecoarem no palco, os integrantes surpreenderam ao visitar o espaço reservado para pessoas com deficiência. Com sorrisos, fotos e breves conversas, mostraram que a conexão com o público ultrapassa as barreiras do som e da luz. A atitude simples e poderosa emocionou os presentes e reafirmou a essência humanitária que sempre acompanhou a trajetória do grupo.

Com shows ainda marcados para os dias 10, 11 e 14 de maio em São Paulo, a turnê brasileira do System of a Down tem sido uma verdadeira celebração da música como ferramenta de união, memória e transformação. Em um cenário em que empatia muitas vezes se resume a discursos vazios, a banda segue dando exemplo com ações concretas — e inesquecíveis.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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