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Abel Braga pede desculpas após fala homofóbica em apresentação no Internacional

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O episódio reacende o debate sobre homofobia no futebol (foto: Reprodução/YouTube/Internacional)

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O técnico Abel Braga precisou se explicar logo no seu retorno ao Internacional. Reapresentado ao clube para tentar salvar o Colorado do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o treinador usou as redes sociais para pedir desculpas depois de uma fala homofóbica durante a coletiva de apresentação em Porto Alegre.

Velho conhecido da torcida colorada, Abel está de volta a Porto Alegre justamente para tentar recolocar o time nos trilhos na reta final da temporada. Na coletiva de apresentação, entretanto, o comandante colorado fez um comentário homofóbico que rapidamente gerou repercussão nas redes sociais.

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“Eu não quero meu time jogando com camisa rosa, parece time de viado”, disse Abel, fazendo referência ao uniforme usado pelo Internacional em 2020, quando ele também estava no comando técnico da equipe.

A declaração foi criticada por torcedores, jornalistas e por ativistas do movimento LGBTQIAPN+, que apontaram o caráter discriminatório da fala. Diante das críticas que recebeu após a entrevista, Abel Braga se desculpou pelas redes sociais e admitiu que errou na forma como se expressou.

“Reconheço que não fiz uma colocação boa sobre a cor rosa durante a minha coletiva. Antes que isso se prolifere, peço desculpas. Cores não definem gêneros. O que define é caráter”, escreveu o treinador, em mensagem dirigida à torcida colorada.

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O episódio reacende o debate sobre homofobia no futebol, em um momento em que clubes e entidades esportivas tentam reforçar campanhas de respeito e inclusão. Comentários desse tipo, mesmo quando apresentados como piada, têm sido cada vez menos tolerados por torcedores e pela opinião pública em geral.

Dentro de campo, Abel Braga assume o Internacional pressionado pela tabela: o time gaúcho briga diretamente contra o rebaixamento e precisa reagir nas rodadas finais para evitar a queda. Fora de campo, o técnico passa a ser cobrado também por uma postura mais responsável no uso da palavra, especialmente em um ambiente historicamente marcado por preconceitos como o futebol.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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