O Atlético empatou com o North nesta quarta-feira (14/1) e segue sem vencer no Campeonato Mineiro. Nas duas primeiras rodadas, o Galo entrou em campo com uma equipe alternativa, mesclando jogadores considerados “reservas”, titulares e um elenco recheado de jovens das categorias de base do clube.
Ainda que o time não tenha conquistado vitórias na competição, Diogo Alves, auxiliar de Jorge Sampaoli, que comandou a equipe em Montes Claros, saiu em defesa dos “crias” do Atlético. Segundo ele, a pressão externa afeta o desempenho dos jovens em campo, e o pedido foi por compreensão da torcida.
“O CIGA me passou um dado que chamou a atenção: alguns jogadores, como o Cauã (Soares), Vitor Fernandes, Índio e Iseppe, ainda não completaram sete jogos como profissionais. O Gabriel Delfim, hoje, fez o sétimo. Claramente, é muito difícil para eles. A gente está colocando esses jogadores em um nível de exigência muito alto, não somente pelo adversário ou pelo confronto, mas pela pressão externa que a gente percebe todos os dias, nas redes, do nosso próprio torcedor. É óbvio que a gente exige e quer que nossos jogadores sejam pressionados, mas precisamos ter um pouquinho de compreensão.”
Diogo completou afirmando que a escalação de jogadores experientes, como Alan Franco, Junior Alonso e Rony, ao lado dos jovens, foi estratégica, visando dar suporte aos atletas mais novos durante as partidas. O auxiliar também destacou que o apoio se estende a toda a comissão técnica. “Não tenham dúvidas de que o grupo técnico do Sampaoli vai dar a atenção devida e adequada, com todo o carinho que eles merecem”, disse.
Ausências esperadas
Uma das mudanças que mais chamou a atenção da torcida não esteve dentro de campo, mas na área técnica. Jorge Sampaoli foi uma das ausências no confronto contra o North, e Diogo esteve em seu lugar. Após a partida, o auxiliar explicou que a ausência do treinador argentino foi uma decisão previamente combinada internamente.
“O movimento do Sampaoli é no sentido de preparar três grupos para uma temporada muito longa e desgastante. A gente não pode minimizar o efeito desse calendário tão extenuante. Basicamente, ele precisava dar um pouco mais de atenção a esse grupo que ficou lá. A gente não minimiza nem menospreza o torneio ou o adversário. Ao contrário, seguimos uma linha que não foi alterada desde o começo da temporada. A gente vai respeitando, independentemente dos resultados que o Atlético venha a ter.”
Por fim, Diogo explicou que os jogadores ausentes nas duas primeiras partidas do Estadual não são, necessariamente, aqueles considerados titulares pela comissão técnica, mas atletas que necessitavam de uma preparação maior, seja pela idade ou pela falta de ritmo de jogo. Além disso, os jogadores que atuaram têm respaldo para serem utilizados por Sampaoli nos próximos compromissos.
“Aquele grupo que ficou lá (em Belo Horizonte), que muitas vezes a gente acredita ser um grupo especial ou titular, isso é uma mentira. Esse grupo está lá porque, de fato, há jogadores mais velhos, que talvez não tiveram tempo de preparação, como é o caso do Ruan (Tressoldi), que chegou no fim da temporada passada, e que a gente acreditava demandar uma preparação mais extensa visando o decorrer da temporada. O Atlético foi muito bem representado nesses dois jogos e, se o Jorge (Sampaoli) escolher os atletas para seguir representando o clube, ele vai ser bem representado.”
O próximo compromisso do Atlético será no domingo (18/1), contra o Tombense, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro.
