O CEO do Galo, Bruno Muzzi, deu detalhes sobre as dívidas do clube neste momento e os planos para que esse passivo continue diminuindo, em equilíbrio com o investimento no futebol.
O Galo se transformou em SAF em 2023, após a Galo Holding oficializar a aquisição de 75% das ações da SAF do clube. A associação manteve os 25% restantes. Na época, o clube recebeu um investimento da Galo Holding de R$ 600 milhões à vista. O grupo também assumiu o endividamento da associação e passou a controlar o departamento de futebol, a Cidade do Galo e a Arena MRV.
Muzzi detalhou o processo de transformação do Atlético em SAF: “Era tão importante fazer a SAF porque nosso endividamento era de 2,1 bilhões de reais. Então, era um endividamento muito grande, e a gente conseguiu fazer os aportes necessários para que pudéssemos respirar um pouco e colocar a dívida num nível um pouco mais baixo. Quando eu fechei a transação, meu endividamento ficou na casa de 1,3 bilhão de reais, isso em novembro de 23”, explicou o mandatário, em entrevista ao podcast Sports Market Makers, nesta quarta-feira (02/04).
O dirigente ainda ponderou sobre o atual endividamento do clube: “Os números estão sendo auditados. A gente deve bater 1,4 bilhão, subimos um pouquinho o endividamento, embora o endividamento bancário e o da Arena tenham reduzido, que é o mais maléfico para a gente”, complementou.
🚨02/04 – 17h30: CEO DO ATLÉTICO-MG NO SPORTS MARKET MAKERS🚨 pic.twitter.com/iQdkExXwdR
— Sports Market Makers (@sports_mmakers) April 2, 2025
O dirigente do Galo também explicou qual foi o objetivo do clube no ano passado no que diz respeito a equilibrar o investimento no departamento de futebol e reduzir a dívida: “A gente precisava começar a fazer com que o clube gastasse menos do que arrecada. O Galo investiu muito na compra de atletas. Compramos muitos atletas e vendemos poucos. Por que? Porque, em 2019, a gente praticamente não tinha elenco. Chegamos a investir 880 milhões de reais nos últimos quatro anos ( 2021, 22, 23 e 24). E vendemos 440 milhões, ou seja, tivemos que aumentar nosso endividamento nesse período em praticamente 400 milhões de reais só com compra de atletas”, disse.
Bruno Muzzi foi enfático sobre os planos do clube em relação às movimentações de mercado: “A gente precisa começar agora uma nova trajetória, que é vender mais do que comprar, ou vender melhor do que comprar. ‘Ah, o Atlético está cheio de dinheiro’. Não, o Atlético não está cheio de dinheiro. O Atlético está tentando se equilibrar, e a gente vai resolver, mas isso leva tempo. Eu não consigo resolver da noite para o dia”, finalizou.