A instalação do gramado sintético da Arena MRV está na fase final, mas ainda sem previsão de conclusão. O motivo é a paralisação do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) nos portos do país, que mantém parte do material retida.
A estrutura para a colocação do gramado já está pronta, e alguns rolos do novo piso foram entregues ao estádio. No entanto, a liberação da parte restante ainda depende da Receita Federal, o que atrasa o retorno do Atlético à sua casa. O clube considera a volta à Arena fundamental para os planos da temporada e busca resolver o impasse nos bastidores.
Obras na Arena MRV
No fim de 2024, o Atlético anunciou a implementação do gramado sintético na Arena MRV para esta temporada. Com custo estimado em R$ 12 milhões, o material importado da Europa segue o padrão Quality Pro Stadium, certificado pela FIFA com a chancela Quality Pro, a mais alta para gramados sintéticos. O mesmo sistema já é utilizado pelo Botafogo no Estádio Nilton Santos e é elogiado por grande parte dos jogadores do futebol brasileiro.
Desde o início de 2024, o Galo ainda não mandou jogos no estádio devido às obras. A grama natural foi removida ao final da última temporada para a instalação do novo piso. Segundo o CEO do Atlético, Bruno Muzzi, a previsão inicial — antes da paralisação da Receita — era que a equipe voltasse a atuar na Arena a partir do segundo jogo como mandante no Brasileirão, contra o Vitória, no dia 13 de abril, às 20h30.
Agora, sem a liberação do material, não há uma data definida para o retorno do time ao estádio.
O que diz o Atlético
O Atlético se manifestou oficialmente nas redes sociais a respeito do tema. Confira a nota na íntegra:
“Com relação à instalação do gramado sintético na Arena MRV, o Galo informa que todas as obras de infraestrutura para receber o novo campo de jogo estão finalizadas e parte do material já se encontra estocado no estádio.
Duas outras cargas estão retidas no porto de Santos aguardando a liberação da Receita Federal, porém os auditores fiscais do órgão se encontram em greve.
Prezando pela transparência com o torcedor, o Clube aguarda uma solução referente à liberação da carga pelo órgão federal para confirmar a data da primeira partida do ano na Arena MRV.”
O que diz o Sindicato
Alfredo Menezes, presidente da Delegacia Sindical de Belo Horizonte do Sindifisco, foi procurado pela reportagem da 98 e falou sobre o tema.
Segundo Menezes, por não se tratar de um gramado natural, não há urgência no desembaraço da mercadoria no porto de Santos. “Como a grama é sintética, ela é tratada como um produto importado comum e precisa seguir a fila dos outros produtos que passam pela mesma situação”, explicou Menezes.
Além disso, o presidente salientou que não há previsão para que a paralisação seja encerrada, mas que os auditores-fiscais da Receita trabalham em escala reduzida para causar o menor impacto possível na população.