O dia 30/11 de 2024 ficará, para sempre, marcado na memória do atleticano, que viu seu time do coração perder uma final de Copa Libertadores com um jogador a mais desde os 40 segundos do primeiro tempo. Assim como o torcedor, Hulk, um dos maiores ídolos do Atlético, também não esconde sua insatisfação ao lembrar desta data.
Em entrevista ao Charla Podcast, nesta sexta-feira (04/04), o atacante disse que considera a partida contra o Botafogo como um dos piores momentos da sua carreira. Colocando a final da Libertadores na mesma prateleira que a derrota por 7×1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014.
Além da tristeza, Hulk guarda o jogo em sua memória com uma certa mágoa. Segundo ele, o Atlético merecia ter saído de campo com o troféu.
“Com todo respeito ao Botafogo, mas nós perdemos para nós mesmos. Quando o Gregore foi expulso, o Alex Telles estava do meu lado e falou ‘f@deu’. É uma sensação de impotência que a gente fala: ‘não é possível'”
Milito tem culpa?
Um dos principais personagens da partida foi o técnico Gabriel Milito. Mesmo com um jogador a mais, o então treinador do Atlético não fez nenhuma substituição e foi alvo de críticas de diversos torcedores. Hulk se esquivou ao falar do treinador, mas não descartou a “falha” de postura.
“A gente esperava um comando do lado de fora, ainda no primeiro tempo, e não vinha nada. Não questionando o Milito, é um cara que eu tenho o máximo respeito, muito bom treinador, um cara que entende muito de bola, apesar de ser jovem, entende muito. Mas pecou naquele momento da final.”
Hulk ressaltou que o time que estava em campo na final da Libertadores era o mesmo que venceu o Fluminense por 3×1 pelas quartas de final. Porém, Milito utilizou os atletas de maneira diferente, segundo o jogador.
“Se você pegar o time que estava em campo contra o Botafogo, era o mesmo time que estava contra o Fluminense em casa, e a gente atropelou o Fluminense. Ele jogou o Scarpa pra esquerda, eu pra direita e deixou o Paulinho e o Deyverson na frente. Na minha cabeça ele ia fazer isso. Tanto que no segundo tempo ele fez.”
*Estagiário sob supervisão do coordenador João Renato Faria