A decisão do Campeonato Mineiro terminou marcada por uma briga generalizada após o apito final e por cenas lamentáveis protagonizadas pelos jogadores dentro de campo. Após um desentendimento entre Everson e Christian, o gramado virou palco de empurrões e confusão, que precisaram ser contidos pela polícia.
Em entrevista na zona mista, Hulk comentou o ocorrido. O atacante pediu desculpas aos torcedores pelo tumulto, citou o “sangue quente” para explicar o envolvimento na briga, mas afirmou que a confusão poderia ter sido evitada dentro de campo.
“Só pedir desculpas. Às crianças, aos adolescentes, aos veículos de comunicação que estavam transmitindo esse jogo. A gente não pode dar esse exemplo, acaba repercutindo no Brasil e no mundo, infelizmente. A gente tem que zelar pela nossa imagem, principalmente pela instituição que a gente defende. Temos que proteger ao máximo a imagem do clube.”
“Não me recordo de ter participado de um ato de violência em uma partida em que estive presente. É lamentável, não vou cansar de pedir desculpa. É claro que a gente está defendendo nossas cores, vamos defender até a morte. A gente tenta apaziguar, mas, com o sangue quente, quando vê um companheiro sendo agredido, automaticamente reage. Mas poderia ser evitado.”
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No entanto, o camisa 7 do Galo responsabilizou o árbitro Matheus Delgado Candançan pela confusão e disse que o juiz “não fez nada” para evitar a briga dentro de campo.
“Não canso de falar: o principal culpado de tudo que aconteceu é o árbitro. Eu tinha falado com ele no início do segundo tempo: ‘se você não tiver o controle do jogo, esquece. Tem que começar a dar cartão’. Começou a ter tapa na cara, empurrão, e ele simplesmente não fazia nada.”
“É uma situação difícil de controlar. Quem tinha que controlar é o árbitro. Se tivesse que expulsar cinco de cada lado, que expulsasse. Se fez por merecer, tem que expulsar. É assim que se controla o jogo.”
Jogo feio
Por fim, Hulk afirmou que a partida, como um todo, “não foi bonita” e que nenhuma das equipes criou chances claras de gol ao longo dos 90 minutos. Para o ídolo atleticano, houve “muita pancadaria” e “pouco jogo”.
“Não foi um jogo bonito. Nenhuma das duas equipes teve o controle da partida. Não tivemos chances claras de gol. Tivemos algumas oportunidades que poderíamos ter definido melhor no primeiro tempo. No segundo tempo não criamos tanto. O Cruzeiro também não criou. A única bola que foi no gol foi a do gol. Foi um jogo pouquíssimo jogado. Pancadaria, e o árbitro não fazia nada.”
