O Atlético vive, há algumas janelas de transferência, uma saga em busca de um primeiro volante. O Galo não tem no elenco um jogador especialista na posição desde a saída de Otávio, no início do ano passado, e, desde então, vem buscando uma contratação para suprir a lacuna no elenco.
Alguns nomes foram ventilados no alvinegro, como Matías Galarza e Juan Portilla, do Talleres, e Lucas Torreira, do Galatasaray, da Turquia. No entanto, nenhuma das negociações acabou se concretizando, e a cobrança por um primeiro volante se tornou constante por parte da torcida atleticana.
Porém, em entrevista realizada nesta terça-feira (10/2), Paulo Bracks, CSO do Atlético, deu a versão do clube a respeito da situação e afirmou que não se pode dizer que o Galo não trouxe um primeiro volante por incapacidade de contratação.
“Essa frase ‘não conseguir contratar’ é falsa. Se eu não conseguir contratar um volante, eu tenho que parar de trabalhar hoje; tem que trazer uma pessoa para o meu lugar. A gente consegue contratar qualquer jogador de qualquer posição. Algumas posições nos trazem maiores dificuldades. Essa posição é a de primeiro volante, desde o ano passado.”
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Então, por que não trouxe?
O dirigente prosseguiu e afirmou que a meta de contratar um primeiro volante foi estabelecida desde o ano passado. Ainda assim, Bracks defendeu que o Galo tinha jogadores para a posição no elenco, mesmo com a busca por mais um reforço.
“Após a saída do Otávio, em consenso com a comissão técnica — da qual, inclusive, eu disse que me arrependi —, a gente não trouxe um jogador para a posição porque, no ano passado, até a chegada do Alexsander, a gente tinha o Alan Franco, o Fausto Vera e uma ‘criação’ do Cuca, o Rubens, jogando no meio-campo, exercendo a função nominada de primeiro volante. A gente tinha três. Com a saída do Rubens, buscamos no mercado um jogador para substituí-lo e trouxemos o Alexsander.”
“Eu não estou justificando que a gente não trouxe porque não conseguiu ou porque não quis. A gente tinha isso como meta no ano passado e tem isso como meta neste ano. Nós tínhamos três volantes que, ao longo da carreira inteira dos três, jogaram majoritariamente como primeiro volante.”
Perfil diferente
Um dos pontos que o CSO afirmou “atrapalhar” as buscas por um volante é o perfil histórico que o Atlético tem de jogadores para a posição. Bracks citou que o Galo tem como referência volantes mais “destruidores” do que construtores e mencionou nomes como Pierre, Donizete e Gilberto Silva. No entanto, esse não é o perfil de jogador que a diretoria atleticana busca neste momento.
“O que a gente gosta — e eu gosto — é daquele primeiro volante mais pegador, de mais marcação. Esse perfil mais pegador não era o perfil que a comissão técnica do ano passado queria e não é o perfil que a comissão técnica atual quer. Isso é um ponto que a gente precisa enfrentar. Não é que a gente não tenha um primeiro volante; a gente não tem o primeiro volante que a torcida, parte da mídia ou até eu mesmo quer. Isso não combina com o modelo de jogo atual.”
Segundo Bracks, a situação do ano passado se mantém neste ano. O dirigente afirmou que o Atlético segue contando com três jogadores que atuam como primeiro volante, mas que o clube ainda buscará outro atleta para a posição.
“Hoje, a gente tem o Alan Franco, o Alexsander e o Maycon, que não é o primeiro volante que a torcida quer, que a mídia pode não querer, mas é primeiro volante. A gente tem primeiro volante. Isso não significa que nós não vamos buscar outro. Eu falei isso no início do ano: a gente tinha três lacunas — lateral-direito, primeiro volante e centroavante.”
Novela perto do fim
Mesmo com a “ansiedade” pela contratação de um primeiro volante, o torcedor atleticano já pode ficar mais calmo. Bracks confirmou que o Atlético tem uma “negociação bem encaminhada” com um jogador da posição, e a transferência deve ser finalizada nos próximos dias. O nome, no entanto, foi mantido em sigilo pelo dirigente.
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