Assim como muitos torcedores atleticanos imaginam, Jorge Sampaoli é figura ativa no processo de contratações do Atlético. Segundo Pedro Daniel, CEO do Galo, o treinador é constantemente consultado no dia a dia da janela de transferências alvinegra.
“O CIGA traz, mapeia, aponta: ‘tem esses quatro, cinco atletas que têm esse perfil’. E, algumas vezes, o Sampaoli fala: ‘não, esse não funciona’, ‘esse eu já trabalhei’, ‘esse eu tenho uma referência que não é legal’. Esse tipo de discussão é muito comum. Quando há a validação, a gente chama o CIGA, que muitas vezes fala que, para tirar esse atleta de outro clube, há uma transferência alta ou um salário elevado, e aí a gente volta do zero”, afirmou.
Mesmo assim, o treinador “trava” em um ponto crucial no processo de contratações: o orçamento. Segundo Daniel, Sampaoli não decide quanto será destinado para buscar novos jogadores, mas sempre entra em acordo com a diretoria para buscar as contratações que pede dentro do orçamento estipulado.
“A comissão técnica não participa da discussão de orçamento. Ela participa da discussão técnica desse atleta, se o perfil funciona para o estilo de jogo. O CIGA traz uma visão mais tecnológica, de mapeamento, de comparações, se o jogador encaixa com o grupo atual. A gente não tem um orçamento ilimitado, tem um orçamento limitado. Então, são escolhas. Se a gente investir mais em um atacante, vai ter que ser mais conservador no zagueiro”, completou.
Por fim, o CEO deixou claro que a comissão técnica participa de todas as contratações do clube: “A comissão técnica participa, para a gente também saber quais são as maiores necessidades. A gente fala com uma boa frequência. Ninguém toma decisão isolada”.
O que diz Sampaoli
Em meio a um processo de reformulação do elenco atleticano, Sampaoli é constantemente questionado sobre as carências do time e quais peças o Galo vai buscar no mercado. No entanto, o treinador vem se “esquivando” nas respostas. Após a vitória contra o Pouso Alegre, no último fim de semana, por exemplo, Sampaoli afirmou que a chegada de reforços não é de sua responsabilidade e disse que o tema “excede suas necessidades”.
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