Atualmente emprestado ao Santos e com futuro indefinido, Gabigol será analisado pela comissão técnica do Cruzeiro ao fim da temporada antes de uma possível volta ao clube em 2027. O atacante tem contrato com a Raposa até dezembro de 2028 e conta com o apoio de Pedro Lourenço, dono da SAF, que é favorável à permanência do jogador no elenco. A relação dos dois, inclusive, é considerada excelente.
A definição, porém, foi deixada nas mãos de Artur Jorge e de seus auxiliares, que acompanham de perto o desempenho do camisa 9 no Santos. O técnico português conta com o respaldo da diretoria e terá a palavra final sobre um possível retorno de Gabigol ao Cruzeiro em 2027. A informação foi trazida pelo colunista Jorge Nicola, no 98 Esportes desta terça-feira (22/9).
Apesar da resistência de parte da torcida do Cruzeiro, Gabigol tem bons números em 2026. Pelo Santos, são 21 gols e 10 assistências em 42 partidas, com 31 participações diretas em gols. Os números são superiores aos de Kaio Jorge, atual titular da posição na equipe celeste, que soma 17 gols e três assistências na temporada.
Questão financeira em pauta
O aspecto financeiro também terá peso na definição. Gabigol recebe cerca de R$ 3,45 milhões por mês, dos quais aproximadamente R$ 2,2 milhões continuam sendo pagos pelo Cruzeiro durante o empréstimo. O Santos arca com o restante, mas já sinalizou que não tem condições de assumir integralmente os vencimentos do jogador nem os valores envolvidos em uma eventual compra.
Com isso, a possibilidade de permanência na equipe paulista ficou mais distante, enquanto a Raposa se decide se o alto custo do atacante ainda é viável no planejamento para a próxima temporada.
Primeira passagem pela Raposa
Contratado em janeiro de 2025, Gabigol teve números mais modestos em sua primeira e, até o momento, única temporada pelo Cruzeiro. Foram 13 gols e quatro assistências no ano, período em que não conseguiu se firmar como titular durante boa parte da temporada sob o comando de Leonardo Jardim.
No fim daquele ano, o atacante ficou marcado pelo pênalti perdido na eliminação para o Corinthians, em São Paulo, no jogo de volta das semifinais da Copa do Brasil. O episódio provocou protestos de parte da torcida, que passou a pedir a saída do jogador e o acusou de “displicência” e “irresponsabilidade” pelo lance.
