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Na ONU, Lula rejeita ‘terceirizar o combate ao crime organizado’ e pede cooperação internacional

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Na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, Lula afirma que o Brasil não vai terceirizar a proteção de fronteiras e cobra integração contra o crime organizado. (Foto: Reprodução/YouTube/Lula)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que o Brasil não vai “terceirizar a responsabilidade” no combate às facções criminosas. O chefe do Executivo, então, ressaltou a urgência de ampliar a cooperação internacional para conter a expansão do crime organizado que atua além das fronteiras nacionais.

“O Brasil não subestima o crime organizado, trabalhadores são roubados, mães perdem filhos, policiais não voltam para casa. Não vamos terceirizar nossa responsabilidade de proteger fronteiras, não precisamos de vigias para nossas armas.”

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Tradição no mais importante debate diplomático global em Nova York, o Brasil foi o primeiro país a discursar no evento que reúne líderes de 193 nações. De acordo com a avaliação apresentada pelo presidente, o enfrentamento a redes transnacionais exige compartilhamento de inteligência e atuação conjunta entre forças de segurança de diferentes governos.

Cooperação e combate à lavagem de dinheiro

“Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado. Esse é o espírito da proposta que entreguei pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos”, afirmou Lula.

A declaração, portanto, reforça o diálogo e a parceria mantida com os países vizinhos da América do Sul e com o governo norte-americano para cercar a estrutura financeira das facções. Dessa forma, o presidente defendeu que a integração entre órgãos estatais e governos estrangeiros é o único caminho para fechar as brechas exploradas pelos criminosos nos últimos anos.

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“Queremos combater a lavagem de dinheiro realizada por crime novel brasileiro no exterior. Por muito tempo, o Estado brasileiro atuou cada um à sua maneira, o crime se aproveitou da falta de coordenação. Mas isso está mudando”, disse.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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