A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avaliou que a prorrogação do subsídio à gasolina anunciada pelo Governo Federal deve ajudar a reduzir, no curto prazo, os impactos da alta internacional do petróleo sobre consumidores e empresas. Apesar disso, a entidade alerta que a medida é emergencial e temporária e não resolve os problemas estruturais do mercado de combustíveis.
Segundo a FIEMG, a manutenção do subsídio ocorre em um cenário de pressão sobre os preços do petróleo, influenciado principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Para a entidade, ações de curto prazo são importantes para conter os efeitos imediatos da alta, mas precisam ser acompanhadas de medidas que garantam mais previsibilidade e segurança energética para o país.
A coordenadora da Gerência de Economia da FIEMG, Juliana Gagliardi, afirma que a prorrogação ajuda a amenizar os impactos sobre os custos, mas defende mudanças de longo prazo.
“A prorrogação do subsídio contribui para reduzir, neste momento, os efeitos da alta das cotações internacionais sobre os custos de empresas e consumidores. No entanto, é importante avançar em medidas estruturantes que promovam maior estabilidade no mercado de combustíveis e ampliem a previsibilidade para a economia brasileira”, afirma.
A Federação destaca que os combustíveis têm impacto direto sobre a atividade industrial, principalmente por influenciarem os custos de transporte, logística e produção. A alta dos derivados de petróleo também pode afetar diferentes cadeias produtivas que utilizam esses produtos como insumos.
Nesse cenário, a FIEMG defende o fortalecimento da segurança energética brasileira. Entre as medidas apontadas pela entidade estão a estruturação de reservas estratégicas e uma política industrial que estimule o aumento da capacidade de refino de petróleo no país.
Para a Federação, essas ações poderiam diminuir a exposição da economia brasileira às oscilações do mercado internacional e aos efeitos de novos conflitos e tensões geopolíticas.
A FIEMG também considera que o cenário externo continua sendo um ponto de atenção, diante dos possíveis impactos da alta do petróleo sobre a inflação, os custos das empresas e o poder de compra da população. A entidade defende, portanto, que medidas emergenciais como o subsídio sejam acompanhadas de políticas de longo prazo para garantir maior estabilidade ao mercado de combustíveis e preservar a competitividade da indústria brasileira.
