A FIFA reabriu nesta quarta-feira (22/4) a venda de ingressos para todos os 104 jogos da Copa do Mundo 2026, que começa em 11 de junho nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Os bilhetes estão sendo comercializados pelo site oficial da entidade no modelo por ordem de chegada: quem acessar o portal, entrar na fila virtual e concluir o pagamento primeiro garante o lugar no estádio.
Segundo a FIFA, mais de 5 milhões de ingressos já foram vendidos de um total estimado em pouco mais de 6 milhões, distribuídos entre os 16 estádios que receberão as partidas. Novos bilhetes serão disponibilizados gradualmente até a final, marcada para 19 de julho.
Como comprar os ingressos da Copa do Mundo 2026
Os ingressos estão disponíveis nas categorias 1, 2 e 3, além de assentos nas primeiras fileiras, dependendo da partida. A compra é feita exclusivamente pelo site oficial da FIFA — especialistas em turismo esportivo alertam que bilhetes vendidos em plataformas de terceiros não têm garantia de autenticidade e podem ser golpe.
Os preços partem de US$ 60 (cerca de R$ 320 na conversão direta), categoria criada em dezembro pela FIFA com o objetivo de tornar o acesso ao torneio mais acessível aos torcedores das seleções classificadas. Esses bilhetes mais baratos correspondem a 10% das alocações por associação-membro participante.
Para torcedores que preferem evitar as filas virtuais, a FIFA e a Qatar Airways oferecem pacotes oficiais que incluem ingresso, voo e hospedagem. Há também a opção de hospitalidade corporativa, com acesso a camarotes e lounges exclusivos, vendida em seção separada do portal.
Atenção ao câmbio
Como toda a comercialização é feita em dólares americanos, o torcedor brasileiro precisa calcular o valor do câmbio no momento da compra e as taxas cobradas pelo cartão de crédito. Com o dólar cotado a cerca de R$ 4,97, um ingresso da categoria mais barata sai por aproximadamente R$ 320 — sem contar as taxas de serviço aplicadas pela plataforma.
A Copa do Mundo 2026 é considerada a edição com os ingressos mais caros da história. No mês passado, um grupo de parlamentares norte-americanos chegou a pedir à FIFA redução nos preços, criticando o modelo de preço variável adotado pela entidade nas fases anteriores de vendas.
