O presidente do Ceará, João Paulo Silva, revelou nas redes sociais que a filha recebeu uma caixa de bombons contendo um explosivo e uma carta com ameaças direcionadas ao dirigente. Segundo ele, a jovem estava em uma aula de teatro quando recebeu a encomenda e entrou em pânico ao perceber o conteúdo do pacote. Na mensagem, havia a frase: “Fora, JP safado”.
Em comunicado publicado nas redes, João Paulo afirmou que já está tomando providências legais após o episódio e classificou o ato como uma covardia contra a família.
“Esse é só mais um que se soma aos vários que já fizeram a mim e à minha família. Eu sou presidente do Ceará. Aguento as porradas, o meu cargo exige isso. Mas mexeram com inocentes. E isso tudo somente pelo poder. Essa covardia não pode ser considerada normal. Já estou tomando as devidas providências legais pra proteger a minha família e o Ceará Sporting Club”, escreveu.
Diversos clubes do futebol brasileiro, entre eles Cruzeiro e Atlético, se manifestaram repudiando o ataque feito à jovem e ao dirigente.
Na atual temporada, o Ceará foi eliminado das principais competições que disputava e segue apenas na Série B do Campeonato Brasileiro. O momento provocou protestos de torcedores nas últimas semanas. Em uma das manifestações, que contava inclusive com a presença de crianças, a polícia precisou intervir com bombas de efeito moral.
Nota oficial do Ceará
O Ceará Sporting Club repudia atos criminosos cometidos contra o presidente João Paulo Silva e seus familiares nesta quinta-feira, 25. Diante dos graves episódios, entre os quais o envio de uma bomba endereçada à filha do dirigente alvinegro, o Clube repudia de forma veemente… pic.twitter.com/OFFL5vsM2T
— Ceará Sporting Club (@CearaSC) June 25, 2026
