O Ministério Público do Chile pediu 22 anos de prisão para o ex-jogador Jorge Valdivia, ídolo do Palmeiras, por dois casos de crimes sexuais. De acordo com o jornal chileno Meganoticias, a acusação solicita 12 anos de prisão por um suposto estupro e outros 10 anos por eventual abuso sexual. Os episódios investigados teriam ocorrido em outubro de 2024, e a investigação foi concluída após dois anos.
As denúncias foram feitas por duas mulheres. Uma delas, uma tatuadora, relatou que perdeu a memória após consumir bebidas e alimentos com o ex-jogador em um restaurante e, posteriormente, soube que havia tido relações sexuais com ele. A defesa de Valdivia sustenta que a relação foi consensual. O ex-meia chegou a ficar em prisão preventiva em duas ocasiões, entre outubro e novembro de 2024.
Aos 42 anos, Valdivia teve duas passagens pelo Palmeiras, entre 2006 e 2008 e de 2010 a 2015. Pelo clube paulista, conquistou um Campeonato Paulista e duas Copas do Brasil. Pela seleção chilena, também construiu uma trajetória de destaque, com participações nas Copas do Mundo de 2010 e 2014 e o título da Copa América de 2015. Após encerrar a carreira como jogador, o chileno passou a trabalhar como comentarista esportivo no país.
O que diz a defesa de Valdivia:
“A defesa de Jorge Valdivia sustenta que houve consentimento nos dois episódios. Sobre a primeira denúncia, a defesa afirmou que os dois já haviam se encontrado antes, que combinaram o encontro e que, após se verem no restaurante, foram ao apartamento a convite da mulher. Segundo a defesa, a relação sexual foi consensual. No segundo episódio, a defesa também sustentou que houve consentimento e apontou os registros de vídeo de antes e depois dos fatos como elementos que, na avaliação dela, dão respaldo à versão de Valdivia.
Esses são pontos concretos da defesa e precisam ser examinados no processo e devem ser considerados. O Ministério Público chileno apresentou uma acusação, e cabe a ele demonstrar, com provas, a prática dos crimes que atribui a Valdivia. Ele tem o direito de contestar essas imputações e de ver sua versão examinada pela Justiça, com respeito à presunção de inocência. A gravidade das acusações exige rigor na análise das provas e cautela para evitar qualquer julgamento antecipado”.
