O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ex-ministros e economistas do PT para uma reunião nesta quinta-feira (5). O encontro foi motivado pela decisão do Banco Central de interromper o ciclo de cortes da taxa básica de juros.
A reunião visa debater alternativas para manter o ritmo da economia e garantir a sustentabilidade das contas públicas. A abertura do evento contará com uma apresentação detalhada de Durigan sobre o cenário econômico atual.
Além do titular da Fazenda, o encontro reúne o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão). Também participam os ex-ministros Fernando Haddad e Guido Mantega, ao lado dos economistas Luciano Coutinho e Laura Carvalho.
Na apresentação inicial, a equipe econômica prevê expor propostas que incluem o aumento do contingenciamento de gastos e mecanismos de trava para despesas obrigatórias. A intenção da Fazenda é conter a expansão orçamentária sem promover cortes diretos nas verbas de áreas essenciais, como saúde e educação.
Estratégia fiscal e reação à Selic
Interlocutores da pasta sinalizam que a meta central é consolidar um ajuste fiscal consistente e gradual. A avaliação interna aponta que a estabilização das contas públicas é premissa indispensável para forçar a queda das taxas de juros a longo prazo e blindar os programas sociais.
Antes da reunião com a cúpula econômica, Dario Durigan classificou o patamar atual da Selic como “muito alto” em declaração a jornalistas. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano.
Apesar da ressalva ao nível dos juros, o ministro evitou fazer críticas diretas à decisão do colegiado do Banco Central. Durigan ressaltou que a prioridade do governo é criar estímulos estruturais e fiscais para construir um ambiente favorável à redução da taxa nos próximos meses.
