O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou à Polícia Civil providências criminais sobre a briga entre jogadores de Atlético e Cruzeiro durante a final do Campeonato Mineiro, realizada no último domingo em Belo Horizonte. O pedido foi encaminhado ao Delegado de Proteção ao Torcedor e ao Turista.
Ministério Público cobra andamento das investigações
No ofício enviado à Polícia Civil, o coordenador do Grupo de Intervenção Estratégica de Enfrentamento às Ações Criminosas de Torcedores Violentos e Torcidas Organizadas (GIE-Torcidas), promotor Giovani Avelar Vieira, solicitou informações sobre o andamento das investigações ou a abertura de procedimento policial.
Segundo o documento, houve uma “briga generalizada, tumultuada e violenta, com agressões recíprocas entre jogadores do Atlético Mineiro e do Cruzeiro”.
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MP cita possível crime de rixa
O Ministério Público afirma que as condutas observadas durante a partida podem configurar crime de rixa, previsto no artigo 137 do Código Penal.
O documento também cita a Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023), que estabelece que o poder público, entidades esportivas, torcedores e espectadores têm a obrigação de promover e manter a paz em eventos esportivos. Para o promotor, os fatos registrados “extrapolaram inteiramente a prática desportiva”.
Caso teve repercussão internacional
O Ministério Público também destacou que os episódios de violência foram registrados na súmula da partida e amplamente divulgados pela imprensa. Segundo o órgão, o episódio gerou repercussão negativa mundial.
Grupo atua no combate à violência no esporte
O caso está sendo acompanhado pelo GIE-Torcidas, grupo criado em 2024 por meio de resolução conjunta da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Ministério Público, Tribunal de Justiça, Polícia Militar e Polícia Civil. O objetivo do grupo é coordenar ações para reduzir a violência em estádios e combater crimes ligados a torcidas organizadas.
